<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055</id><updated>2011-12-27T14:01:56.515-02:00</updated><title type='text'>(My) Life in a Victorian Lunatic Asylum</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-2361614972833220812</id><published>2011-05-24T19:50:00.001-03:00</published><updated>2011-05-24T19:52:22.326-03:00</updated><title type='text'>Solidão coletiva</title><content type='html'>&lt;table border="0" width="570" cellpadding="0" cellspacing="0" style="text-align: left;font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="RIGHT"&gt;&lt;span&gt;São Paulo, terça-feira, 24 de maio de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/images/equilibrio.gif" hspace="10" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="600" cellpadding="0" cellspacing="0" style="text-align: left;font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="100"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/images/espbar.gif" width="500" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2405201105.htm"&gt;Texto Anterior&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2405201107.htm"&gt;Próximo Texto&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/inde24052011.htm"&gt;Índice&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://tools.folha.com.br/feedback?url=referrer"&gt;Comunicar Erros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Solidão coletiva&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mais que escolha afinada com o individualismo dominante, a solidão é doença, dizem estudos novos segundo os quais estamos vivendo uma epidemia&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table width="350"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span&gt;Daniel Marenco/Folhapress&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/q2405201101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="bottom"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;A atriz Maristela Vanini, 39, que mora em São Paulo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GUILHERME GENESTRETI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;DE SÃO PAULO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão virou epidemia. Há mais casas habitadas por uma única pessoa e estamos confiando menos uns nos outros, dizem as pesquisas.&lt;br /&gt;Ainda assim, está cada vez mais difícil ficar sozinho. Basta um clique, e centenas de amigos invadem nossos computadores nas redes sociais.&lt;br /&gt;Estar imerso na internet ou ser rodeado de parentes não muda o quadro "epidêmico", diz o psicólogo americano John T. Cacioppo, que é diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago (EUA).&lt;br /&gt;Ele é autor de "Solidão ""A Natureza Humana e a Necessidade de Vínculo Social" (Ed. Record), livro que reúne quase 20 anos de suas pesquisas sobre o tema.&lt;br /&gt;O mote é o seguinte: a espécie humana evoluiu graças às relações entre os indivíduos e ao apoio mútuo ao longo do tempo. A solidão vai na direção contrária à da evolução.&lt;br /&gt;"Ela é como a dor ou a fome. É sinal de que algo não vai bem e que precisamos reforçar os vínculos sociais", afirmou Cacioppo à Folha, por telefone.&lt;br /&gt;Os estudos que o autor conduziu, com estudantes da Universidade do Estado de Ohio (EUA) e um grupo de adultos mais velhos, apontaram que os solitários têm uma qualidade de sono pior do que os demais e estão mais propensos a doenças cardiovasculares e infecciosas.&lt;br /&gt;A explicação também tem um quê darwinista: "A solidão crônica coloca a pessoa em estado de alerta constante, porque ela tem que se defender sozinha", diz.&lt;br /&gt;Como resultado, o solitário passa mais tempo com altas concentrações de cortisol, hormônio ligado ao estresse.&lt;br /&gt;O psicoterapeuta Roberto Golgkorn, que também escreveu um livro sobre o tema, "Solidão Nunca Mais" (Ed. Bertrand Brasil), concorda com o colega. Para ele, uma sociedade sem troca de afetos não consegue evoluir.&lt;br /&gt;"Deve haver um fio que costure a identidade de todos, como em um formigueiro, que mais parece um organismo, enquanto as formigas são as células", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SÓ NA MULTIDÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A atriz Maristela Vanini, 39, diz que sabe o que é ser solitária na companhia dos outros. Desde os cinco anos, quando ouvia discos do Carpenters em seu quarto, ela afirma se sentir só.&lt;br /&gt;Ela mora com os pais, que a apoiam. "Mas me sinto incompreendida. Em casa não se fala sobre sentimentos."&lt;br /&gt;Seus pais não viram a primeira vez em que ela subiu em um palco como profissional, dez anos atrás.&lt;br /&gt;"Eu cheguei toda animada para contar aquela emoção, mas estavam todos dormindo. Solidão não é opção", diz.&lt;br /&gt;Para o psiquiatra Geraldo Massaro, nem toda solidão é negativa. "A pessoa pode sair enriquecida da solidão, mesmo com sofrimento. Ela pode refletir sobre a própria vida, amadurecer."&lt;br /&gt;Para o vendedor de livros Leonardo Minduri, 35, a solidão é "nobre".&lt;br /&gt;"Estou na sociedade por obrigação. Se eu tivesse outra opção, estaria na montanha, isolado", conta ele, que se diz um eremita urbano.&lt;br /&gt;Há cerca de dois anos, Minduri juntou dinheiro, colocou barraca e fogareiro na mochila e caiu na estrada.&lt;br /&gt;Alternando entre ônibus e carona, ele partiu de Belo Horizonte, onde mora, e foi até Punta Arenas, no Chile.&lt;br /&gt;Com Minduri, só embarcaram livros: Rimbaud, Nietzsche, Schopenhauer e Fernando Pessoa. "Prefiro a companhia deles do que a das pessoas", afirma.&lt;br /&gt;Depois de seis meses vagando, Minduri começou a trocar mensagens com uma moça que conheceu pela internet. Hoje, eles namoram. Mas ela vive a 150 km de distância dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CANTO SAGRADO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Orlando Colacioppo, 45, mora há duas décadas sozinho no centro de São Paulo.&lt;br /&gt;Ele diz não sentir falta de ter alguém com quem desabafar em casa. "Para discutir os problemas, existem os amigos e os botecos."&lt;br /&gt;O caso dele tem respaldo estatístico. Nos últimos 20 anos, segundo o IBGE, o número de casas habitadas por uma única pessoa passou de 7% para 12% no Brasil.&lt;br /&gt;"Quanto mais convivência, mais atrito. Eu quero é curtir meu isolamento, no meu canto sagrado", afirma Orlando.&lt;br /&gt;O designer já dividiu o apartamento com uma namorada por dois anos, mas diz que repetir a experiência seria difícil. "Se eu cair de amores, espero que ela tenha uma casa só dela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REDES SOCIAIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Compensar solidão física com centenas de amigos no Facebook não resolve, segundo o psicólogo Cacioppo.&lt;br /&gt;"É como tentar matar a fome com aperitivo", compara. "A interação ali é eletrônica, a pessoa não é parte da vivência do amigo."&lt;br /&gt;Para Sherry Turkle, psicóloga e professora do Massachusetts Institute of Technology (EUA), muitos optam pelos relacionamentos na rede por medo de contato íntimo.&lt;br /&gt;"Estar conectado dá a ilusão de termos companhia sem as demandas de uma amizade", disse ela à &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Segundo Turkle, autora do livro "Alone Together", lançado no início do ano, nos EUA, a tecnologia mudou a nossa experiência de solidão.&lt;br /&gt;"Para fazer uma reflexão, precisamos 'postar' nosso pensamento. Assim, não cultivamos a capacidade de ficar sozinhos, de refletir por nós mesmos."&lt;br /&gt;Jelson Oliveira, professor de filosofia da PUC do Paraná, concorda.&lt;br /&gt;"Não sabemos mais ficar sozinhos e buscamos nos ocupar a toda hora, como se ficar sozinho fosse perda de tempo. Ocupamos o silêncio com o barulho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Colaborou &lt;b&gt;IARA BIDERMAN&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SOLIDÃO&lt;br /&gt;AUTORES&lt;/b&gt; John T. Cacioppo e William Patrick&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EDITORA&lt;/b&gt; Record&lt;br /&gt;&lt;b&gt;QUANTO&lt;/b&gt; R$ 52,90 (336 págs.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-2361614972833220812?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/2361614972833220812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=2361614972833220812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2361614972833220812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2361614972833220812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/05/solidao-coletiva.html' title='Solidão coletiva'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-3161704686354324915</id><published>2011-02-27T10:30:00.001-03:00</published><updated>2011-02-27T10:32:20.856-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, domingo, 27 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" /&gt;  &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="600"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="100"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td align="right"&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/spbar.gif" width="500" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Metade das escolas tem ensino religioso &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt; São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  ANGELA PINHO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-size:-1;"&gt;  DE BRASÍLIA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "O que são as histórias da  Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora  do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem  os alunos. "São reais!"&lt;br /&gt;A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo  por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país  (entre públicos e particulares) que ensinam religião.&lt;br /&gt;O número começou a ser  levantado em 2009, no censo  da educação básica feito pelo  Inep (instituto ligado ao  MEC). Ao todo, metade das  escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.&lt;br /&gt;O fundamento está na  Constituição, que determina  que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da  rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam  oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os  alunos a assistirem às aulas.&lt;br /&gt;Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja  feita propaganda religiosa e  queixas devem ser feitas aos  conselhos de educação.&lt;br /&gt;Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para  dar as aulas; outros, professores formados em história,  pedagogia e ciências sociais.&lt;br /&gt;É o caso do DF, onde a  orientação é que não haja privilégio a um credo -embora  a aula em Samambaia possa  ser considerada controversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DISCUSSÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso.&lt;br /&gt;Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do  papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado  de gastar dinheiro público  com o ensino religioso.&lt;br /&gt;Em 2008, nova polêmica  surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo  que previa que "o ensino religioso, católico e de outras  confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui  disciplina dos horários normais das escolas públicas de  ensino fundamental".&lt;br /&gt;A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo,  vista por alguns como privilégio a uma única religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SUPREMO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Para Roseli Fischmann,  professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda  que a retirasse da Constituição", afirma.&lt;br /&gt;Presidente do Fonaper  (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio  Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as  crenças ou a ausência delas  são "dados antropológicos e  socioculturais" que devem  ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.&lt;br /&gt;A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o  STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o  Ministério Público Federal  pede que determine que o ensino religioso só possa ser de  natureza não confessional e  proibindo que religiosos sejam professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/02/2011 - 09h52 &lt;h1&gt; Casal de ateus faz acordo e escola libera filhos de aula &lt;/h1&gt;      &lt;div id="articleBy"&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;DIMITRI DO VALLE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;DE CURITIBA &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p&gt; Os pais de dois alunos de Pranchita, no interior do Paraná, fizeram um  acordo com a direção da escola pública onde os filhos estudam para que  eles deixassem de frequentar as aulas de religião. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt; A professora Eliane Lambert Junkes, 26, e o marido, o caminhoneiro  Alberi Junkes, 40, são ateus e defendem o direito de os gêmeos, de sete  anos de idade, não serem 'doutrinados' sobre a existência de Deus. &lt;/p&gt;  &lt;table class="fe300"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="fo1c"&gt;Marcos Labanca/Folhapress&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;img src="http://f.i.uol.com.br/folha/saber/images/1105831.jpeg" alt="Os gêmeos Marco Antonio, João Antonio leem em casa; familia fez acordo com escola para libera-los da aula de religião " border="0" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="fo1l"&gt;Os gêmeos Marco Antonio, João Antonio leem em casa; familia fez acordo com escola para libera-los da aula de religião &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt; A mãe de Marco Antônio e João Antônio não admite que as aulas de ensino  religioso comecem com uma oração nem que Deus seja tratado como uma  entidade real e superior, que zela pela humanidade e tem poderes para  julgar as ações dos homens. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; O acordo foi feito no ano passado --as crianças foram às aulas por quase  três anos-- e permitiu que, nesse horário, os meninos frequentem a  biblioteca. Eliane diz que a decisão foi amigável. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; 'Não quero que eles sejam doutrinados a crer. Ninguém precisa ser bom na  vida porque tem alguém superior olhando. As pessoas devem ser boas  porque isso é correto', afirma a professora. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Eliane acredita que os filhos, quando amadurecerem, poderão adquirir  conhecimento suficiente para decidir qual papel a religião terá em suas  vidas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; 'Quando eles crescerem, teremos condições de conversar melhor', diz. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;b&gt;HISTÓRIA DAS RELIGIÕES&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; A mãe dos garotos afirma que, se as aulas tivessem outro tipo de  abordagem, como a história das religiões, não se oporia ao aprendizado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; 'A história das religiões é importante para contar o processo de  formação do homem. Jamais vou privar meus filhos do conhecimento, mas  não é o que acontecia na escola', afirma. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Procurado pela &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, o diretor da Escola Municipal Márcia Canzi  Malacarne, Everaldo Canzi, declarou que não daria entrevista por  telefone porque considera o tema 'complexo e amplo'. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ele negou, no entanto, que as aulas tenham o objetivo de 'doutrinar' os  alunos a crer e disse que a 'diversidade das crianças é respeitada'. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-3161704686354324915?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/3161704686354324915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=3161704686354324915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/3161704686354324915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/3161704686354324915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/sao-paulo-domingo-27-de-fevereiro-de.html' title=''/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-7406473050980462796</id><published>2011-02-26T04:49:00.003-03:00</published><updated>2011-02-26T04:51:26.538-03:00</updated><title type='text'>Incertezas sobre o projeto poderão explodir prazos e custos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, sábado, 26 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);font-size:1px;" &gt;&lt;b&gt;ANÁLISE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Incertezas sobre o projeto poderão explodir prazos e custos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="250"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;i&gt;A METRÓPOLE ESTÁ EM CONTÍNUO PROCESSO DE EXPANSÃO, EXIGINDO FLEXIBILIDADE DOS SISTEMAS DE TRANSPORTE&lt;/i&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; SERGIO EJZENBERG&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  ESPECIAL PARA A &lt;b&gt;FOLHA&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O monotrilho da zona leste  terá que transportar mais de  40 mil  pessoas simultaneamente no pico da manhã, segundo o estudo de impacto   ambiental do projeto.&lt;br /&gt;Não resta dúvida de que na  cidade de São  Paulo, com o  sistema de metrô mais lotado  do mundo, o monotrilho  suspenso já nasce saturado.&lt;br /&gt;Os sistemas elevados leves  operam com  capacidade de  até 25 passageiros por hora  por sentido. Assim, o  monotrilho, para atingir a demanda prevista, será uma aventura  tecnológica sem similar.&lt;br /&gt;As incertezas e contingências decorrentes  poderão explodir prazos (obra  interminável aos olhos da população) e  custos (já custando  metade do que custaria o metrô convencional  enterrado).   Para nascer saturado.&lt;br /&gt;Pensando em custo por   passageiro transportado por  quilômetro, o metrô, sistema  testado e  confiável, é imbatível perante altas demandas,  como no caso presente.&lt;br /&gt; O sistema de corredores de  ônibus expressos com ultrapassagem custa,  por quilômetro, 1/13 do sistema monotrilho suspenso -sem aventura  tecnológica.&lt;br /&gt;A metrópole paulistana está em contínuo processo de   expansão da mancha urbana  e aumento do número de viagens, exigindo  flexibilidade  dos sistemas de transporte.&lt;br /&gt;Os sistemas de ônibus e   mesmo o metrô atendem plenamente ao requisito de flexibilidade, ao  contrário do  sistema VLT (veículo leve sobre trilhos), que tem  capacidade e dificuldade de integração com outras linhas de  VLT (as  estruturas das estações de transferência suspensas seriam monstruosas).&lt;br /&gt; O impacto urbanístico deletério dos sistemas suspensos de transporte  pode ser  apreciado nos baixos do Expresso Tiradentes e do Minhocão.&lt;br /&gt; Os problemas e desvantagens dos sistemas suspensos  de monotrilhos,  aliados às  vantagens de menor custo,  menor tempo de implantação e  maior capacidade dos  corredores de ônibus, fez  com que o Ministério  das Cidades, nos projetos de mobilidade incluídos no chamado  PAC da  Copa, optasse por  corredores exclusivos de ônibus em 9 das 12  cidades-sede  do Mundial de 2014.&lt;br /&gt;Além disso, o VLT consome  recursos que deveriam  ser alocados prioritariamente na ampliação do  superlotado sistema de metrô, que  tem muito maior capacidade  de  transporte de passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;hr noshade="noshade"  style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;b&gt;SERGIO EJZENBERG&lt;/b&gt; é engenheiro e mestre  em transportes pela Escola Politécnica da  USP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Monotrilho da zona leste já começa saturado &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt; Para especialistas, volume de usuários esperado nas horas de pico é excessivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metrô diz que escolha para o trecho é a mais adequada e que não haverá atrasos nem superlotação na linha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  EDUARDO GERAQUE&lt;br /&gt;ALENCAR IZIDORO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-size:-1;"&gt; DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O monotrilho projetado  para ligar a região do Oratório até a Cidade Tiradentes,  na zona leste de São Paulo, a  partir de 2014, já vai nascer  quase saturado.&lt;br /&gt;O volume de passageiros  esperado no sistema nos períodos de pico, logo após sua  entrega, deve atingir 40.278  pessoas por hora -conforme  previsto por estudo de impacto ambiental.&lt;br /&gt;A demanda é considerada  por especialistas excessiva  para esse tipo de transporte.&lt;br /&gt;A própria Bombardier, empresa canadense integrante  do consórcio vencedor da licitação, afirma que esse sistema é feito para suportar até  40 mil por hora.&lt;br /&gt;O Metrô, porém, defende  ter feito a escolha mais adequada pelo fato de o monotrilho ser mais barato e mais rápido de implantar do que  uma linha subterrânea.&lt;br /&gt;Pelos cálculos da companhia, o monotrilho será capaz de carregar até 48 mil  pessoas por hora -capacidade atípica para monotrilhos  pelo mundo. A estatal diz  que não haverá atrasos nem  superlotação porque a composição terá mais vagões que  o projetado pela Bombardier.&lt;br /&gt;Serão construídas 17 estações ao longo de 24,5 km até  2015 -mas, pela previsão do  Estado, uma parte já deverá  ficar pronta até 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RESTRIÇÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O uso do monotrilho, tecnologia ainda inédita na capital paulista, na expansão  da linha 2-verde é um erro,  avaliam especialistas em  transportes urbanos.&lt;br /&gt;"Não condeno o monotrilho de antemão. Mas a demanda que existe no trecho  justifica a construção de sistemas pesados [metrô]", afirma Klara Mori, professora da  Faculdade de Arquitetura e  Urbanismo da USP.&lt;br /&gt;De acordo com ela, diversificar demais as tecnologias  inviabiliza a consolidação de  empresas nacionais voltadas  para o transporte sobre trilhos. "Assim, vamos continuar comprando trens da Espanha e trilhos da China."&lt;br /&gt;O problema não é apenas a  capacidade do sistema, diz  Marcos Kiyoto, estudioso dos  trilhos urbanos da capital. "A  linha projetada tem poucas  conexões. Sem integração,  ela vai lotada em um sentido  e fica vazio em outro."&lt;br /&gt;"A linha projetada poderia  fazer uma curva e chegar até  Itaquera." O bairro, hoje, é  servido apenas pela linha 3-vermelha dos trens do metrô.&lt;br /&gt;A opção pelo monotrilho  deveria ser trocada pelos corredores fechados de ônibus,  diz Adalberto Maluf.&lt;br /&gt;"A extensão da linha 2 deverá custar R$ 4 bilhões em  duas fases", calcula ele. Com  esse dinheiro seria possível  fazer 200 km de corredores  de ônibus, diz o especialista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-7406473050980462796?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/7406473050980462796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=7406473050980462796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7406473050980462796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7406473050980462796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/incertezas-sobre-o-projeto-poderao.html' title='Incertezas sobre o projeto poderão explodir prazos e custos'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-1941382831594015971</id><published>2011-02-20T09:06:00.001-03:00</published><updated>2011-02-20T09:15:43.504-03:00</updated><title type='text'>Prédios expulsam clubes masculinos e mudam Augusta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, domingo, 20 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" /&gt;  &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="600"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="100"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td align="right"&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/spbar.gif" width="500" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Prédios expulsam clubes masculinos e mudam Augusta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conhecida pelas garotas de programa, rua do centro de São Paulo já perdeu 11 "american bars" desde 2007 &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novos frequentadores -agora mais jovens e ecléticos- também estão contribuindo com a mudança de perfil &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;table width="320"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;span style=""&gt;Zanone Fraissat/Folhapress&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2002201101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i&gt;Boate Maison, no centro de SP, será demolida para a construção de edifício residencial&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;JAMES CIMINO&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt;DE SÃO PAULO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Em minhas previsões  mais otimistas, a Augusta do  entretenimento  noturno  masculino deve sumir em  quatro anos", afirmou na última  terça-feira Carlos Garcia, 46, há dez anos porteiro-poliglota da boate  Maison,  no centro de SP.&lt;br /&gt;O local hoje ostenta o seguinte anúncio em sua fachada: "Vende-se tudo por  motivo de demolição".&lt;br /&gt;A  casa será a 12ª do gênero  "drinks &amp;amp; bar" ou "american  bar" -  eufemismos para os  clubes noturnos onde homens vão procurar garotas  de  programa- a desaparecer  da Augusta desde 2007.&lt;br /&gt;Naquela época,  quando a  polícia fez uma blitz no local  à procura de prostituição  infantil, existiam 21. Quando a  Maison fechar, serão 9.&lt;br /&gt;Defronte a Maison, relembra o taxista Marcos Marques, 48, frequentador da  boemia da Augusta desde  1998, havia mais seis casas.&lt;br /&gt;Alguns dos imóveis estão  com placa de vende-se. Outros já foram vendidos, mas  ainda não há informação sobre o destino deles.&lt;br /&gt;No  lugar da Maison, e de  outros três imóveis contíguos, será construído  um  edifício residencial, segundo  um corretor da rua Paim.&lt;br /&gt;Os  motivos da decadência  dessas boates são dois: a  crescente especulação  imobiliária na região conhecida  como Baixo Augusta -hoje  há pelo menos  11 edifícios em  projeto e execução na área. O  metro quadrado ali sai,  em  média, por R$ 6.000.&lt;br /&gt;O outro motivo é a mudança no perfil dos  frequentadores. Hoje, a juventude tomou  conta da rua. O público é   eclético: gays, héteros, roqueiros, indies, pobres, ricos  e famosos  circulam por lá.&lt;br /&gt;Os homens mais velhos,  dizem os boêmios da Augusta,  migraram para locais onde não correm o risco de encontrar filhos ou  conhecidos.&lt;br /&gt;O químico argentino Rufus  Dangelus, 54, que vem a São   Paulo para trabalhar, frequenta a Augusta há cinco  anos, mas acha que  logo não  terá aonde se divertir na rua.&lt;br /&gt;"Gosto de ir aonde vão os  brasileiros. As casas da zona  sul são para arrancar dinheiros de estrangeiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GAROTAS DE PROGRAMA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Garotas  de programa contam que algumas colegas de  trabalho que ficaram sem   boate estão indo para o interior ou para casas em regiões  mais  afastadas, como Tucuruvi (zona norte), Campo  Limpo e avenida Robert  Kennedy (ambos na zona sul).&lt;br /&gt;A maioria delas, no entanto, migra para  as que permanecem abertas, como Coco  Bongo, Las Jegas e Casarão.  Elas  dizem não acreditar que  a prostituição vá sumir dali.&lt;br /&gt;"Se fecharem  todas as casas, as meninas vão ficar na  rua. A "marca" já está  consolidada: garota de programa  "tá" na Augusta", diz Alana,  20, que  há cinco meses circula por casas remanescentes.&lt;br /&gt;O publicitário  carioca Jan  Noronha, 25, morador novato da cidade, e o estudante de   direito da USP Felipe Picchi,  24, discordam.&lt;br /&gt;Para eles, só quem mora  fora de São Paulo ainda acha  que a rua Augusta é sinônimo de prostituição.&lt;br /&gt;"O  paulistano já tem consciência de que aqui é um lugar de gente  alternativa", diz  Noronha. Picchi completa:  "Essa ideia de vir pra  Augusta pegar puta já acabou".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-1941382831594015971?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/1941382831594015971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=1941382831594015971&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1941382831594015971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1941382831594015971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/predios-expulsam-clubes-masculinos-e.html' title='Prédios expulsam clubes masculinos e mudam Augusta'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-7194796068126633407</id><published>2011-02-19T13:46:00.000-02:00</published><updated>2011-02-19T13:47:19.831-02:00</updated><title type='text'>País não pode prescindir de professores, ilegais ou não</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, sábado, 19 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" /&gt;  &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="600"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="100"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td align="right"&gt;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/spbar.gif" width="500" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="500"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="400"&gt;   &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1902201101.htm"&gt;Texto Anterior&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1902201103.htm"&gt;Próximo Texto&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde19022011.htm"&gt;Índice&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://tools.folha.com.br/feedback?url=referrer"&gt;Comunicar Erros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+1;color:#ff0000;"&gt;&lt;b&gt; ANÁLISE&lt;/b&gt; EDUCAÇÃO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;País não pode prescindir de professores, ilegais ou não&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;b&gt; Excluí-los do sistema resultaria  em milhões de alunos sem aulas &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;table width="250"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;  É BOM RECICLAR  PROFESSORES, MAS  É POUCO PROVÁVEL  QUE UM CURSO,  PRESENCIAL OU  NÃO, TRANSFORME  UM MESTRE  SOFRÍVEL NUM  GÊNIO DA DIDÁTICA &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;b&gt; HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;ARTICULISTA DA &lt;b&gt;FOLHA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ilegais ou não, os professores sem titulação formam  um contingente de 208 mil  educadores dos quais o país  não pode, por razões práticas, prescindir. Excluí-los do  sistema resultaria em milhões de alunos sem aulas,  especialmente nas áreas  mais remotas e desassistidas.&lt;br /&gt;Goste-se ou não, são essas  as pessoas que, nas condições de trabalho hoje oferecidas, estão  dispostas a dar aulas e é com elas que as escolas vão ter de se virar.&lt;br /&gt;Podem-se criar as oportunidades para que esses profissionais consigam seus diplomas, através de cursos à  distância e outras facilidades. Isso já foi feito em algumas redes e é provavelmente  o melhor modo de conciliar  as necessidades do mundo  real com as exigências da lei.&lt;br /&gt;A questão é que o diploma,  às vezes, não passa de um pedaço de papel. É sempre bom  reciclar velhos professores,  mas é pouco provável que  um curso, presencial ou não,  transforme um mestre sofrível num gênio da didática.&lt;br /&gt;O motivo principal de o legislador ter introduzido a titulação como requisito para  dar aulas não foi oferecer  oportunidades de professores estudarem um pouco  mais, mas sim promover ganhos de qualidade para o sistema. O pressuposto, apenas  parcialmente correto, é o de  que diplomas são um bom  jeito de aferir essa qualidade.&lt;br /&gt;O diagnóstico geral, ao  menos, parece correto. O que  os estudos internacionais  mostram é que a qualidade  do professor é determinante  para a qualidade da educação ministrada.&lt;br /&gt;Nessa seara, apesar das  boas intenções de políticos,  burocratas e da torcida do  Corinthians, o Brasil faz feio.&lt;br /&gt;Um estudo de 2008 da  Fundação Lemann mostrou  que apenas 5% dos melhores  alunos (os que ficaram entre  os 20% mais bem colocados  no Enem) cogitam trabalhar  como docentes da educação  básica. A maioria dos "top  20" pensa em virar médico  (31%) ou engenheiro (18%).&lt;br /&gt;O contraste com os países  campeões da educação não  poderia ser maior. Na Coreia  do Sul, para atuar no magistério é necessário estar entre  os 5% mais bem avaliados no  exame nacional de ingresso  no ensino superior. Na Fin-  lândia, os professores vêm  dos 10% melhores alunos.&lt;br /&gt;Inverter essa situação exige não só recursos vultosos  -é preciso oferecer salários  atrativos para 2,5 milhões de  professores- como uma mudança cultural que devolva à  categoria o prestígio social  de que já gozou. Não vai  acontecer do dia para a noite.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-7194796068126633407?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/7194796068126633407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=7194796068126633407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7194796068126633407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7194796068126633407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/pais-nao-pode-prescindir-de-professores.html' title='País não pode prescindir de professores, ilegais ou não'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-4820964743194242837</id><published>2011-02-19T13:42:00.002-02:00</published><updated>2011-02-19T13:43:58.395-02:00</updated><title type='text'>17% dos professores não têm formação ideal para dar aula</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, sábado, 19 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt; &lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/images/saopau.gif" hspace="10" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1902201102.htm"&gt;Próximo Texto&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde19022011.htm"&gt;Índice&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://tools.folha.com.br/feedback?url=referrer"&gt;Comunicar Erros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;17% dos professores não têm formação ideal para dar aula&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  Lei exige formação superior para docentes a partir do 6º ano do fundamental   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; MEC reconhece que a situação é ilegal e pode afetar aprendizado, mas diz articular políticas para sanar a questão  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;b&gt;  MARÍLIA ROCHA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; NATALIA CANCIAN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Brasil, 16,8% dos professores da rede pública não  têm formação  suficiente para  exercer a profissão e estão  em situação irregular.&lt;br /&gt; A LDB (Lei de Diretrizes e  Bases) exige que os docentes  do sexto ano  do ensino fundamental ao terceiro ano do  ensino médio tenham formação  superior, mas 208 mil  professores dessas séries  concluíram apenas o  fundamental ou o médio.&lt;br /&gt;Por Estado, a pior situação  é na Bahia,  onde 50,8% dos  96,5 mil docentes dessas séries não completaram o ensino  superior. Já São Paulo tem  a melhor taxa nacional:  2,25% dos 238.667  professores dessa fase do ensino não  terminaram a faculdade.&lt;br /&gt;O  levantamento, feito com  base em dados do Inep (instituto ligado ao MEC)  reunidos  em 2009 e atualizados em janeiro deste ano, abarca o total de  1,2 milhão de professores que dão aulas nas séries  em que há essa  exigência.&lt;br /&gt;O índice é praticamente o  mesmo de 2007 (16%), quando se  fez o primeiro levantamento nacional do tipo.  Erivan Santos, 20,  ilustra  essa situação. Ele começou a  dar aulas na rede pública aos  19  anos e atualmente ensina  geografia numa escola particular de  Acajutiba, na Bahia,  enquanto está no segundo  ano de pedagogia.&lt;br /&gt; "Para dar aula de geografia, basta ter um bom entendimento do assunto e  saber  passar isso para os alunos.  Não precisa de conhecimento  aprofundado, não", diz.&lt;br /&gt;"Esses professores estão  em situação  irregular e terão  de fazer uma licenciatura",  afirma a pesquisadora  Ângela Soligo, da Faculdade de  Educação da Unicamp.&lt;br /&gt;O fundador da  ONG Todos  Pela Educação, Mozart Neves  Ramos, diz que o percentual  de  docentes sem faculdade  também descumpre metas  do Plano de Educação  Básica. "Parte desses professores  vem de cidades menores, onde, em  geral, só se estuda até  o ensino médio", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OUTRO LADO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; A secretária de Educação  Básica do MEC, Maria do Pilar Almeida e  Silva, admite  que a situação dos professores sem formação suficiente   "fere a lei" e pode comprometer a aprendizagem.&lt;br /&gt;Segundo ela, estão  em curso políticas articuladas com  governos locais para sanar a   questão. "Nunca temos resultados rápidos em educação, mas as políticas  atuais  estão bem estruturadas."&lt;br /&gt;A diretora do Instituto Anísio  Teixeira (que forma docentes na BA), Irene Cazorla,  diz desconfiar que  os dados  estejam "superestimados".&lt;br /&gt; &lt;hr style="margin-left: 0px; margin-right: auto;font-size:78%;" noshade="noshade" &gt;&lt;span style=""&gt; Colaborou &lt;b&gt;MATHEUS MAGENTA&lt;/b&gt;, de  Salvador&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-4820964743194242837?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/4820964743194242837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=4820964743194242837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4820964743194242837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4820964743194242837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/17-dos-professores-nao-tem-formacao.html' title='17% dos professores não têm formação ideal para dar aula'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-3626842382543582753</id><published>2011-02-07T00:56:00.000-02:00</published><updated>2011-02-07T00:57:23.998-02:00</updated><title type='text'>Cansados de carro, paulistanos optam por pegar ônibus</title><content type='html'>Saiu na Folha de S. Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0602201123.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Usuários concordam que serviço ainda está longe do ideal; principal reclamação é a demora no embarque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deixar de ficar parado no trânsito da cidade é o principal motivo que leva ex-motoristas a preferirem o ônibus &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TETÉ MARTINHO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Malu Moraes mora nos Jardins. Em abril, vai comemorar o 60º aniversário em Milão. Para manter seu padrão  de vida, cortou hábitos que  considera desnecessários:  restaurantes caros, roupas  da estação -e carro.&lt;br /&gt;"Quando me perguntam  por que não engordo, digo:  não tenho carro."  Economia, autonomia para mudar de estratégia em  congestionamentos, vontade  de fazer dos deslocamentos  algo menos penoso e improdutivo têm levado mais paulistanos a recorrer ao ônibus.&lt;br /&gt;Quem está aderindo agora  ao ônibus deu sorte. As melhoras dos últimos anos incluem carros maiores e mais  novos, o bilhete único, GPSs  que ajudam a verificar denúncias de má condução e  um serviço de reclamações.&lt;br /&gt;A principal queixa dos  paulistanos, no entanto, continua sendo a demora para  embarcar, responsável por  quase 30% das reclamações.  A experiência mais bizarra  do arquiteto Paulo de Camargo, 30, envolvendo ônibus  foi a bronca que levou de um  ex-chefe por ter ido de coletivo visitar uma obra do escritório fino onde trabalhava.  "Ele me disse que andar de  ônibus é coisa de pobre. E se  o cliente descobre?"&lt;br /&gt;"Para mim, estranho é um  arquiteto, um urbanista ou  um sociólogo que nunca andou de ônibus, não conhecer  a cidade dessa perspectiva",  diz o empresário Ricardo Heder, 48. O hábito do ônibus  pesou até na escolha da casa  onde mora.&lt;br /&gt;Um carro basta para ele e a  mulher, a artista plástica Renata Ursaia, 37. "Acho carro  chato, mas não vou dizer que  ônibus é maravilhoso."&lt;br /&gt;O estilista Carlos Christofani, 49, só anda de táxi, metrô,  ônibus ou a pé. Ele fez uma  conta e concluiu que, mesmo  se andasse só de táxi, gastaria menos do que para manter um carro.  Um paulistano que mora  na região da Pompeia (zona  oeste) e trabalha na Berrini  (zona sul) teria, por exemplo,  uma economia de 63% nas  despesas mensais caso trocasse o carro pelo ônibus.&lt;br /&gt;O transporte coletivo parece, para Carlos, "caminho  sem volta" para uma cidade  com quase 7 milhões de veículos. "Tenho crédito pré-aprovado de R$ 110 mil para  comprar carro numa conta  que se tiver R$ 100 de saldo é  muito", afirma.&lt;br /&gt;Todos os dias, Matthew  Shirts, 52, editor da revista  "National Geographic", vai e  volta de ônibus do trabalho.  "O ônibus é o primo pobre  do transporte urbano. São  poucos e lotados, não têm  amortecedor, não têm câmbio automático. É como diz  Jaime Lerner: "O problema é  que ninguém importante anda de ônibus'", diz o jornalista americano. Sem falar na  tarifa, R$ 3, a mais cara do  país. "O governo brasileiro  devia premiar quem usa ônibus, assim como na Alemanha as pessoas ganham dinheiro para ter filhos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-3626842382543582753?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/3626842382543582753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=3626842382543582753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/3626842382543582753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/3626842382543582753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2011/02/cansados-de-carro-paulistanos-optam-por.html' title='Cansados de carro, paulistanos optam por pegar ônibus'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-110752634495934829</id><published>2010-03-15T00:43:00.004-03:00</published><updated>2010-04-12T23:13:26.546-03:00</updated><title type='text'>Os restaurantes</title><content type='html'>Engraçado como eu raramente - ou nunca? - escrevi sobre culinária, que é uma das minhas grandes paixões. Eu adoro comer, principalmente experimentar novos pratos dos lugares menos prováveis. Provar um novo prato é uma viagem - talvez a mais recompensadora - que alguém pode fazer sem sair de sua cidade. Eu já tive minhas aventuras gastronômicas aqui em São Paulo e também em algumas viagens. Além disso, me aventuro de tempos em tempos na cozinha, e os amigos fazem as vezes de cobaias :)&lt;br /&gt;Como era esperado, fui a alguns estabelecimentos participantes da Restaurant Week 2010, em São Paulo (de 1º a 14 de março), ou pelo simples prazer da descoberta, ou por indicação de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Restaurante 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidei alguns amigos para um jantar dias antes de meu aniversário no pequenino Casinha de Monet Bistrô (&lt;span class="style9"&gt;www.casinhademonet.com.br)&lt;/span&gt;, em Pinheiros. Estive lá ano passado e a casa me agradou - o sabor me lembrou bastante de algum bistrô de Paris -, então resolvi reunir-me com amigos para experimentar o menu do RW 2010.&lt;br /&gt;A entrada escolhida foi &lt;span class="style9"&gt;echalotte lysé (&lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;cebola recheada com copa de lombo gratinada com parmesão) acompanhada de sala&lt;/span&gt;da de folhas verdes. Estava tão boa quanto da primeira vez que a experimentei lá, apenas ligeiramente mais seca - mesmo assim, deliciosa. A cebola adquire um sabor suave e adocicado, que contrasta perfeitamente com o salgado do lombo). Os convivas aprovaram também.&lt;br /&gt;O prazo principal, &lt;span class="style9"&gt;cuisse de canard aux sauce de fruits rouges épicés (nome pomposo para coxa de pato confitada com molho de frutas vermelhas), acompanhado de batatas assadas e recheadas de cogumelos e nozes, estava à perfeição. Eu sou conhecido por AMAR frutas vermelhas, e quando elas são combinadas para criar uma explosão de sabores, melhor ainda. Acertaram nas batatinhas recheadas com cogumelos e nozes - crocância e maciez é um casamento feliz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span class="style9"&gt;pomme au four à la cannelle sirop (maçã assada em calda de canela) estava boa, tamanho bom, e no ponto de cozimento correto. Gosto de comida aconchegante, e esta sobremesa me satisfez.&lt;br /&gt;A apresentação estava nota 10!&lt;br /&gt;A bebida escolhida foi uma caipirinha de saquê de... frutas vermelhas! OK, eu estava num bistrô, mas não resisti à caipirinha, parecia deliciosa, e estava :)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota: 9,0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurante 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na noite de meu aniversário, me reuni com outros amigos num bistrozinho bem despretensioso, o Otto Bistrô (&lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;www.ottobistrot.com.br),&lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt; escolhido por sugestão de um &lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;conhecido &lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;blog de culinária que elogiava o menu oferecido durante a RW 2010.&lt;br /&gt;Minha entrada foi &lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;o wrap de folhas e xerém acompanhado de mix de folhas. Estava bom, nada mais do que isso, nada inovador ou que encantasse o paladar.&lt;br /&gt;O prato quente, &lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;alcatra com pimenta biquinho acompanhada de cebola julienne (em tirinhas finas) cozida e batata assada, foi uma boa decepção, estava sem tempero nem sal; ao menos a pimenta era bem aromática e, depois de colocar mais sal, deu uma enganada no paladar; a cebola estava em excesso - deixei praticamente toda - e a batata se limitou a duas ou três fatiazinhas...&lt;br /&gt;Além da apresentação tenebrosa - apena uma taça sem nada -, a &lt;/span&gt;&lt;span class="style9"&gt;Surpresa do Otto foi o que o nome prometeu, uma surpresa... mas desagradável. Trata-se de uma ganache (creme) de chocolate com geléia de maçã da casa e castanha de caju. A atendente foi simpática e ofereceu opções de troca do sabor da geléia - cedi, e escolhi a de carambola: piorei o que já não era bom! A ganache, que deveria ser cremosa, estava quase líquida e à temperatura ambiente, e a geléia estava insuportavelmente doce. Deixei 2/3...&lt;br /&gt;Pedi uma caipirinha de saquê de tangerina (OK, adoro caipirinha de saquê!), estava boa.&lt;br /&gt;A casa é charmosa, mas não tem ar condicionado nem ventiladores, então os convivas ficaram na dúvida se usavam o cardápio para se abanar ou escolhiam o que iam comer.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota: 6,0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** *****&lt;br /&gt;Meus amigos sabem que eu adoro fazer experimentos na cozinha, e fui presenteado com 3 livros interessantíssimos de culinária. Logo mais escrevo sobre alguma receita interessante de lá :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-110752634495934829?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/110752634495934829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=110752634495934829&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/110752634495934829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/110752634495934829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2010/03/os-restaurantes.html' title='Os restaurantes'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-7415768448980614569</id><published>2009-11-09T18:24:00.005-02:00</published><updated>2009-11-09T18:58:35.947-02:00</updated><title type='text'>500 dias com ela</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SviBtWB10uI/AAAAAAAAAFY/dbjh23c8LTI/s1600-h/Ferias+940.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SviBtWB10uI/AAAAAAAAAFY/dbjh23c8LTI/s320/Ferias+940.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402210369038308066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este fim de semana assisti ao filme 500 dias com ela [(500) days of Summer]. Inteligente, com ritmo legal, adorável. Trata-se de uma história de garoto-conhece-garota, o garoto fica apaixonado, e a garota nem tanto. O garoto sofre, a garota segue em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a inovação do filme resida exatamente em apresentar a história de modo não-linear; os saltos temporais mostram os diversos estágios do relacionamento dos protagonistas, como acontece na vida real. Ao lembrarmos de um ex-relacionamento, ou de acontecimentos passados, é comum embaralhamos a ordem das coisas. Além disso, algo que me chamou muito a atenção foi o nome das garotas: Summer e Autumn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido o relacionamento com Summer (verão, em inglês) bastante intenso, com temperaturas elevadas, com os dias longos, assim como a estação do ano? No final da história, chega Autumn (outono, em inglês), que talvez represente não só um novo relacionamento potencial, mas a mudança de comportamento frente aos relacionamentos. O filme termina neste ponto, então, só nos resta especular se o relacionamento que viria a se desenvolver com Autumn também estaria relacionado às qualidades da estação do ano... o outono é comumente associado, em literatura, à melancolia, ao passo que o verão é dinâmico. Não sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, o filme retrata bem como são os relacionamentos modernos, sem fazer julgamentos de quem está certo ou errado, sem preestabelecer quem fere e quem é ferido; afinal, para que aconteça, ambos os envolvidos concordam e aceitam os riscos de se envolverem e se entregarem, então não faz sentido pensar em Summer como a vilã que machuca Tom, como muitos de nós, às vezes, somos tentados a pensar. Relacionamentos são feitos de responsabilidade pelo outro, como disse a raposa ao Pequeno Príncipe,  sim, mas só até o ponto em que também temos de ser responsáveis pelos nossos próprios sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Parc de la Villette, Paris, nov. 2009, (c) Thiago H. Nascimento&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-7415768448980614569?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/7415768448980614569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=7415768448980614569&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7415768448980614569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7415768448980614569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/11/500-dias-com-ela.html' title='500 dias com ela'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SviBtWB10uI/AAAAAAAAAFY/dbjh23c8LTI/s72-c/Ferias+940.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-7483249302125500269</id><published>2009-09-04T09:25:00.005-03:00</published><updated>2009-09-16T23:37:15.053-03:00</updated><title type='text'>Wanderlust</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3583/3444552178_b18b43b2c3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 224px; height: 168px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3583/3444552178_b18b43b2c3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser cético em relação a assuntos de destino, recentemente tenho sido surpreendido por acontecimentos que parecem ir ao encontro das minhas expectativas. Um exemplo: esta semana, no trabalho, traduzindo um manual técnico me deparei com uma palavra - da qual nem me recordo agora - desconhecida; pesquisando-a no dicionário, por alguma razão me apareceu outra palavra, a que dá título a este texto - Wanderlust, um termo alemão que pode ser entendido como, em linhas gerais, o desejo de viajar, a simples necessidade de ir a qualquer lugar, em busca do desconhecido. Mas não apenas isso, a sensação vai além, é também física, as pernas têm necessidade de caminhar, em direção a algo novo, que é, no final, o objeto do desejo.&lt;br /&gt;Talvez isso tenha se intensificado pelo fato de minhas férias estarem pertinho; menos de 27 dias...&lt;br /&gt;Na linha do wanderlust, alguns filmes despertam o desejo mais puro de ir (e isso nada tem a ver com o comercial do cartão Visa): Vicky Cristina Barcelona; Encontros e desencontros; Amélie...&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, para mim, um filme que provoca a vontade de vivenciar um lugar é Paris, je t'aime. Há uma cena, em que Carol, uma funcionária dos correios americanos, passeando na cidade sozinha, senta-se em um banco num parque e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sentada lá, sozinha, num país estrangeiro, longe do meu trabalho e de tudo que eu conhecia, uma sensação tomou conta de mim. Era como se lembrar de algo que eu nunca soubera ou algo por que sempre esperei, mas não sabia o que. Talvez fosse algo que eu esquecera ou que deixara escapar por toda a minha vida. Só o que posso dizer é que me senti, ao mesmo tempo, triste e feliz. Mas não muito triste, porque me sentia viva. Sim, viva. Foi naquele momento em que eu me apaixonei por Paris, e percebi que Paris tinha se apaixonado por mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7U5bEt6oljg/SVoJNb_YLpI/AAAAAAAAANY/ToT6-qELaPw/s320/paris-je-taime-big-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7U5bEt6oljg/SVoJNb_YLpI/AAAAAAAAANY/ToT6-qELaPw/s320/paris-je-taime-big-poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todos podemos vivenciar lugares e pessoas, e isso faz bem, muito mais do que ser apenas passadores de tempo, transeuntes das ruas e das vidas das pessoas. Wanderlust nos impulsiona a ir, mas os laços nos trazem de volta. Os portugueses viajaram o mundo nas Grandes Navegações, e até mesmo cunharam a saudade para lembrá-los de que suas casas os esperavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que te impulsiona e o que te chama de volta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-7483249302125500269?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/7483249302125500269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=7483249302125500269&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7483249302125500269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7483249302125500269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/09/wanderlust.html' title='Wanderlust'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3583/3444552178_b18b43b2c3_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-2180230180766942217</id><published>2009-07-12T00:57:00.003-03:00</published><updated>2009-07-12T01:34:58.867-03:00</updated><title type='text'>A hora do verão</title><content type='html'>O cinema francês sempre instiga a reflexão, parece recusar-se a entregar a trama pronta, a esmiuçar a narrativa. Os espectadores devem, então, se esforçar para dar significado ao que lhes é mostrado e encontrar dentro de si o que está oculto. Para mim, ver um filme francês sempre é a descoberta dos desejos que eu cismo em esquecer que existem. O filme L'Heure d'Été (Horas de Verão) é um drama que mostra o processo de partilha da herança e das memórias do pintor Paul Berthier, deixadas pela mãe de três filhos, cada um com suas trajetórias de vida, e de como cada um deles atribui valor sentimental e econômico aos bens partilhados. O filme vai além, mostra que, não obstante esses bens terem valor artístico-econômico, fazem parte da história de vida e são parte dos três filhos. Apesar disso, cada um deles dá valor e importância diversos aos objetos e às memórias propriamente. No fim das contas, o que levamos são as lembranças e não o valor econômico dos bens que herdamos. Uma obra de arte só tem valor quando num contexto e nas mãos da entidade certa - assim como nossas memórias, bens são feitos de história e o valor dado a eles vai além do material com o qual são produzidos. Nossas memórias valem à medida em que as sentimos e vivenciamos.&lt;br /&gt;Para mim, o título do filme - L'Heure d'Été, a hora do verão - já indica que o filme fala de um episódio transitório na vida dos protagonistas. O verão tem hora para começar e acabar, assim como a vida, assim como tudo. Então, a mensagem do filme é a efemeridade do material E das relações humanas; no final, levamos somente o que vivenciamos de fato, objetos serão sempre objetos, que quando são postos para fora do contexto original não têm significado, e a ninguém dizem respeito, exceto como curiosidades.&lt;br /&gt;Alguns objetos do espólio acabam sendo vendidos ao Museu D'Orsay, onde turistas olham para uma escrivaninha, uma poltrona, para vasos que, despojados de seus contextos, são apenas objetos, perdem sua essência. O olhar do filho para os objetos expostos é melancólico, a saudade patente, e a certeza de que parte de sua história foi posta em cárcere é expelida de seus olhos de modo significante.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, escrever no blog faz todo o sentido para mim, num dado contexto; para quem lê, alheio à experiência que desencadeia a idéia, talvez pouco importe, talvez seja nada mais que um móvel incômodo sobre o qual nada se sabe e com o qual nada pode ser feito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-2180230180766942217?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/2180230180766942217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=2180230180766942217&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2180230180766942217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2180230180766942217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/07/hora-do-verao.html' title='A hora do verão'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-6500298957019435763</id><published>2009-06-15T10:43:00.003-03:00</published><updated>2009-06-15T10:48:47.083-03:00</updated><title type='text'>E lá fui eu para Salvador</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;sexta-feira, 12 de junho, 2009, 00:35&lt;br /&gt;Thiago fala: Carlos, você tem milhas?&lt;br /&gt;Carlos fala: Tenho sim.&lt;br /&gt;Thiago fala: Rola me dar umas pra Salvador?&lt;br /&gt;Carlos fala: Claro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi mais ou menos assim que começou a viagem. Sim, fugi de São Paulo, na sexta-feira mesmo. Às 7:35 eu deixava Cumbica com destino a Salvador, na Bahia. Foi uma viagem dessas de último minuto, passagens compradas, ida pela Gol – que agora cobra o lanchinho (só deram amendoim e refrigerante para quem não pagou), e volta pela TAM - com direito a lanchinho sem pagar. Duas horas mais tarde eu desembarcava no aeroporto “internacional” de Salvador - bem arrumadinho e limpo –, num calor úmido e sufocante. Já na saída encontramos as baianas do acarajé, da cocada, da água de coco…&lt;br /&gt;A cidade histórica é bonitinha – se fosse mais bem conservada, mais limpa, cheirinho melhor e mais segura... -, mas as praias são ótimas, apesar do assédio constante dos vendedores ambulantes.&lt;br /&gt;Como comentei no post anterior, viagens sempre causam transformações e reflexões, e esta foi especial neste sentido. Numa cidade em que a maior parte da população é negra, eu, branco, muitas vezes era confundido com gringo e abordado sem descanso pelos vendedores – chega a ser irritante, mas deve fazer parte da viagem à Bahia. O povo, sem comentários, é muito paciente e afetuoso, de verdade. Acredito que seja bom sentir-se o estrangeiro, o diferente, às vezes. Esses tipos de situação nos colocam no papel do outro e sentimos na pele o que é ser observado, quando se é a minoria. Vale a pena como um lembrete de que somos todos iguais, ou deveríamos ser.&lt;br /&gt;O tempo é algo curioso, lá passa MUITO devagar. Fiquei somente dois dias e meio, que pareceram uma semana.&lt;br /&gt;Andei muito pelas ruas, ladeiras, becos históricos, a arquitetura – nos tempos prósperos, a cidade deve ter sido impressionante, mas ainda causa espanto: igrejas revestidas de ouro, fachadas detalhadamente entalhadas, cada pedra posta a compor quase que um mosaico nas ruas – e bem difíceis de andar, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Comi pela primeira vez um acarajé, com (quase) tudo que tinha direito – não curto muito frutos do mar -, até que é bom! Comidas das quais nem lembro ou consigo pronunciar o nome, mas todas muito bem temperadas, com bastante dendê.&lt;br /&gt;Visitei um café simpático, incrustado num paredão de casas, perto do plano inclinado – uma vista única da baía, e um chá mate bem gelado com limão, que refrescou a alma!&lt;br /&gt;Sábado foi o melhor dia, conheci o MAM, Museu de Arte Moderna, devidamente modelado pela Lina Bo Bardi – a arquitetO, por favor -, com direito a show de jazz num lugar quase paradisíaco, à noite, além do deck do restaurante, um charme. Quem tiver a oportunidade de visitar a cidade, tire um dia todo para a área do Museu, desça pelo Lacerda, o elevador, no caminho passe pelo Mercado Modelo, e ande até lá. Só cuidado com as ciganas que tentarão a todo custo ler sua "sorte".&lt;br /&gt;Não querendo imprimir um tom civilizatório - como alguns podem pensar -, a Copa do Mundo será o desafio da cidade (e de todo o Brazil, acredito). Há muito o que ser feito em Salvador nos próximos anos, e isso inclui sistema público de transportes mais eficiente, limpeza urbana… quanto aos serviços, apesar de eu ser mais um paulistano apressado, a calma com que nos servem e lidam com todos faz bem, e você acaba entrando no ritmo, e seu dia se alonga em horas que em São Paulo passariam voando.&lt;br /&gt;Cheguei em São às 18h, e desci na estação de metro Consolação, que ainda estava tomada pelos alegres festeiros da Parada. De certo modo, queria estar no sossego e silêncio de Salvador... mas passou, rapidinho, e fui jantar no Exquisito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-6500298957019435763?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/6500298957019435763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=6500298957019435763&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6500298957019435763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6500298957019435763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/06/sexta-feira-12-de-junho-2009-0035.html' title='E lá fui eu para Salvador'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-1449745691155396111</id><published>2009-06-10T18:30:00.007-03:00</published><updated>2009-06-10T19:47:01.817-03:00</updated><title type='text'>Soltando as amarras…</title><content type='html'>&lt;div&gt;Só se sabe o que escrever, escrevendo; só se sabe viajar, viajando...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Passado algum tempo sem escrever, talvez por não ter nada digno a ser dito, estou cá esperando o engarrafamento da Berrini - da qual tenho uma vista privilegiada, uns acreditam - e da Nações Unidas diminuir para voltar para casa, numa quarta-feira pré-feriado. Resolvi sentar e escrever sobre qualquer coisa, e é engraçado como as palavras vêm, e como as contradições contribuem para a idéia. Maior engarrafamento do ano, diz o UOL, e eu aqui planejando minhas férias, em outubro - viajar e estagnar. Desejo de mudar e a realidade que permanece. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_38OrUAKs-qg/R6Z_SBbpX_I/AAAAAAAAABg/tr0xBKHerSo/s400/2007_07_27_viajar.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_38OrUAKs-qg/R6Z_SBbpX_I/AAAAAAAAABg/tr0xBKHerSo/s400/2007_07_27_viajar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que minha próxima viagem será para a Europa, 20 dias de liberdade da rotina do trabalho, do cotidiano caótico de São Paulo, flanando pelo Velho Mundo... sim, quero ser um flâneur, como dizem os franceses - vagar, sem rumo, experienciando os lugares, pensando na vida, sem compromisso outro que não esse.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Acho que pensar uma viagem talvez seja a parte mais divertida, pois traz expectativas que podem ou não se concretizar – sobre isso Alain de Botton fala em A Arte de Viajar –, porque tudo o que fica no ideal nos é aprazível e seguro. Mas o propósito de uma viagem vai além: segundo Botton, viajar nos faz perceber nosso lugar no mundo, nossa insignificância quando comparados com tudo o que existe de grandioso. Viagens nos permitem tempo para refletir sobre quem somos, quem gostaríamos de ser e como nos relacionamos com o mundo. Viajar parece ser intrinsecamente relacionado com mudar. Para Descartes, viajar é quase como conversar com o que existiu no passado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Voltando a minha vista privilegiada aqui no escritório: passo o dia todo olhando para a Hípica, o vai-e-vem da Berrini, e os aviões – inúmeros – levantando vôo e pousando no aeroporto de Congonhas. Ver todos esses aviões me faz criar histórias sobre o destino de seus passageiros e provoca mais e mais a vontade de soltar as amarras e navegar o mundo. Mas por que será que temos essa gana de viajar? Navegamos o mundo em busca de algo, mas retornamos para casa para encontrá-lo… e, na verdade, retornamos com a nossa experiência, que será reinterpretada e ressignificada cada vez que lembramos da aventura. Em busca disso, planejo fazer um diário da minha viagem, registrando as impressões sobre a comida, arquitetura, as pessoas, absolutamente tudo que eu conseguir, para mais tarde, de volta ao lar, relê-las – dias, semanas, meses depois – e verificar o que mudou em mim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Talvez meu desejo em viajar seja, de fato, relacionado à descoberto, à liberdade e ao acaso. Venho aprendendo a me deixar levar pelas coisas – e, isso é muito bom, de verdade!&lt;br /&gt;O acaso me prega belas peças. Caso recente foi com meu laptop: pensei em fazer backup e formatá-lo semana passada, mas as coisas aconteceram sem que eu planejasse, e o dito cujo se autoformatou… para meu alívio, eu diria, pois estava protelando o desgaste de separar todos os arquivos dos últimos 5 anos que havia no HD. O que não se quer remediar, remediado está. Me desapeguei da idéia de ter perdido minhas memórias desses anos, pois elas estão todas guardadas e devidamente vívidas em mim.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.wisebread.com/files/fruganomics/imagecache/blog_image_full/files/fruganomics/blog-images/airplane.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px" alt="" src="http://www.wisebread.com/files/fruganomics/imagecache/blog_image_full/files/fruganomics/blog-images/airplane.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imaginar e escrever é meu modo de escapar, especialmente enquanto o trânsito não flui; especialmente enquanto chove lá fora e São Paulo parece desaparecer, dissolvida na água da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-1449745691155396111?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/1449745691155396111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=1449745691155396111&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1449745691155396111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1449745691155396111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/06/soltando-as-amarras.html' title='Soltando as amarras…'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_38OrUAKs-qg/R6Z_SBbpX_I/AAAAAAAAABg/tr0xBKHerSo/s72-c/2007_07_27_viajar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-103877587852237516</id><published>2009-04-15T01:28:00.004-03:00</published><updated>2009-04-20T02:09:04.545-03:00</updated><title type='text'>Por um amor incondicional</title><content type='html'>Vi ao filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Chansons d'Amour&lt;/span&gt; (Canções de Amor) algumas vezes, adorável. Cada vez descubro algo lá no fundo que é tocado e aflora, numa explosão de lágrimas incessantes, até o esgotamento.&lt;br /&gt;É curioso como determinadas músicas, situações, livros, sons, cheiros, memórias, comidas... têm a capacidade de despertar sentimentos em nós, que muitas vezes não damos conta que existem.&lt;br /&gt;O filme traz muito disso, mas eu quero comentar uma frase específica, que bate lá no fundo e me faz pensar: no balcão do apartamento, o protagonista diz 'aime-moi moins, mais aime-moi longtemps' (algo como: 'me ame menos, mas por muito tempo').&lt;br /&gt;Essa frase têm implicações muito fortes para mim. Uma delas diz respeito à necessidade de amor incondicional, acima de tudo. Outra o fato de ela mostrar o lado mais pungente dos relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jmph.blog.lemonde.fr/files/2007/06/gregoire-leprince-ringuet-et-louis-garrel-ds-les-chansons-damour.1181496987.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 434px; height: 289px;" src="http://jmph.blog.lemonde.fr/files/2007/06/gregoire-leprince-ringuet-et-louis-garrel-ds-les-chansons-damour.1181496987.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se, por um lado, o que se busca é o amor incondicional, exige-se que ele nos seja dado em troca de muito pouco. Doar-se ao outro requer muito, e o medo de deixar-se vulnerável é enorme.&lt;br /&gt;Será que é suficiente amar e ser amado pouco, mas por muito tempo? Ou vale mais amar, amar ao extremo, amar muito e com todas as forças, e talvez não ser correspondido na intensidade, nem na duração?&lt;br /&gt;Tanto um quanto o outro são problemáticos, trazem sofrimento. Mas o maior sofrimento é deixar o amor definhar. Há quem diga que amor um dia acaba, atestado inclusive por cientistas, afirmam. Mas o amor acaba mesmo quando somos incapazes de renová-lo no dia-a-dia, por causa de nossas fraquezas, e não de morte natural, porque tem de acabar e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exupéry (autor do Pequeno Príncipe) escreveu que amor fosse talvez o processo de levar o outro a se encontrar consigo, e que esse amor devia consistir em não um olhar o outro, mas ambos olharem na mesma direção. Eis algo para se pensar e sentir. Como diz uma das canções do filme os amores passageiros fazem esforços inúteis,   suas carícias efêmeras, cansam-nos o corpo...&lt;br /&gt;É preciso serenidade para aceitar, ou ao menos entender, que amor, o de verdade, pode demorar a acontecer, e que acontece poucas vezes em nossa existência - talvez o que nos reste seja o conforto de ter amado, e terminado, como a frase-mote do filme, ou o Soneto do Vinícius, que seja infinito enquanto dure...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-103877587852237516?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/103877587852237516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=103877587852237516&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/103877587852237516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/103877587852237516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/04/por-um-amor-incondicional.html' title='Por um amor incondicional'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-7551523625434797979</id><published>2009-03-24T00:46:00.005-03:00</published><updated>2009-03-24T01:52:02.405-03:00</updated><title type='text'>O que a evolução nos ensinou</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.livrariamelhoramentos.com.br/produtos/8525039535_g.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 223px;" src="http://www.livrariamelhoramentos.com.br/produtos/8525039535_g.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou às vésperas de terminar a leitura de um livro superinteressante, chamado O Colar do Neandertal (Juan Luis Arsuaga); nele, além de muita informação sobre diversos aspectos da vida dos neandertais e dos cro-magnons (os últimos, nossos ancestrais diretos), o autor apresenta dados estatísticos sobre mortalidade infantil para ambas as espécies - que, diga-se, era muito alta. Pois bem, antes do advento da Medicina como a conhecemos (hospitais, postos de saúde, vacinas, terapias diversas, cirurgias, antibióticos, DNA...), a taxa de mortalidade era muito alta; até mesmo no começo do século passado - e em muitos países subdesenvolvidos ainda, especialmente na África - perder uma criança era (é) comum, e visto como um fato da natureza. O que mudou, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que nossa sociedade moderna perdeu a habilidade de aceitar a morte. Se outrora nada podia ser feito, exceto calmamente aceitarmos o inevitável, hoje lançamos mão de recursos mil para evitá-la, e quando somos vencidos, nos entregamos de corpo e alma ao lamento e ao desespero... se no passado era comum pensar na morte como algo que fazia parte da vida - haja vista os famosos álbuns de pessoas mortas em cenas do cotidiano, no século XIX (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Post-mortem_photography"&gt;veja&lt;/a&gt;) -, hoje só a idéia nos provoca arrepios. Nossa é uma cultura em que a juventude é celebrada, a obsessão por corpos sarados, exercícios para garantir a saúde e a juventude é louvada, como se estivesse a todo custo negando a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta William Cullen Bryant (1794-1878) escreveu diversas obras com a temática "morte" (dizem ter escrito seu poema mais famoso, Thanatopsis, com 16 anos), e com tal maturidade, que serve de resposta a nossa cultura narcisista. Em linhas gerais, o poema nos adverte a aproveitar a vida e os ensinamentos da natureza, a aceitar o inevitável - a morte - e nos conformarmos que, morrendo, retornamos ao pó, e por meio dele fazemos parte de algo maior, da própria natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de Bryant me é agradável, pois o meu conforto vem exatamente da idéia de fazer parte da humanidade por meios físicos e naturais - e por não eu crer numa vida além-morte, nem em qualquer tipo de entidade-lá-em-cima. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ohermenauta.files.wordpress.com/2008/12/hamlet-48.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 171px; height: 229px;" src="http://ohermenauta.files.wordpress.com/2008/12/hamlet-48.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acredito que não devíamos ter tanto medo da morte assim - especialmente os que se dizem crédulos nas religiões que lhes pregam uma outra vida confortada por um Deus (shame on you, religious people). Também torna-se pensamento recorrente, conforme a idade chega (estou com 27 anos), que sempre que usam a inevitabilidade da morte como justificativa para o hedonismo desenfreado, pede-se exatamente o oposto. Devemos, sim, viver nossas vidas intensamente, mas com seriedade e dando valor às coisas duradouras, pois os corpos de 18 anos se acabam, as rugas aparecem, a falta de conteúdo e a superficialidade tornam-se patentes, o que fica são os ensinamentos da vida, da natueza... temos de (tentar) conviver com a morte harmonicamente, pois é parte da vida. Como diz Hamlet (ato V, cena ii), o resto é silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-7551523625434797979?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/7551523625434797979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=7551523625434797979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7551523625434797979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/7551523625434797979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/03/o-que-evolucao-nos-ensinou.html' title='O que a evolução nos ensinou'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-8408809800594203573</id><published>2009-03-16T02:47:00.003-03:00</published><updated>2009-03-16T03:15:21.539-03:00</updated><title type='text'>Dos princípios...</title><content type='html'>Todos temos princípios, certo? Como nos mantermos fiéis a eles e nos relacionarmos com o mundo? Tarefa difícil, que tem diversas implicações, como, por exemplo, quando você, recém-coração partido, conhece pessoas, que o tacham com termos tais como "pessimista", "chato", "metódico". Pronto, não bastasse o sofrimento causado pelo rompimento de um laço afetivo, agora se tornará a chacota do grupo. Mesmo assim, você segue firme, atendo-se a seus princípios. Continua fiel a sua mais íntima decisão de ser um indivíduo coerente - apesar de outrem afirmar ser isso besteira. No fim da história, essas vozes que burburinham incessantes, que bradam ao vento palavras sorridentes talvez não sejam de fato coerentes, nem sequer felizes (e no fim da noite elas se lamentem, cutucando você, como se quisessem ser ouvidas, mas aí você já não esteja tão a fim assim...) Elas gastam mais energia se fazendo-parecer, que sendo de fato algo. Há diversos modos de encarar experiências boas e ruins - cada um tem uma abordagem que lhe faz mais ou menos bem. A minha é seguir firme a meus princípios, sempre buscando a coerência (e isso não quer dizer necessariamente que seja a escolha perfeita, mas uma dentre as possíveis). Outras pessoas preferem (ou sequer se dão conta que fazem) pôr máscaras de "tudo bem" a se debruçar e perguntar intimamente por que agem como fazem. É mais cômodo, certamente, ser superficial - mas o preço lá na frente certamente será mais caro. Prefiro fazer-ser, custe o que me custar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-8408809800594203573?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/8408809800594203573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=8408809800594203573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8408809800594203573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8408809800594203573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2009/03/dos-principios.html' title='Dos princípios...'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-1199949646904978543</id><published>2008-11-30T10:44:00.005-02:00</published><updated>2008-11-30T11:55:41.870-02:00</updated><title type='text'>We are such stuff as dreams are made on.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/070809_blog.uncovering.org_tempestade_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 518px; height: 389px;" src="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/070809_blog.uncovering.org_tempestade_2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Somos da mesma substância que os sonhos, diz Shakespeare n'A Tempestade. Na peça, ele se pergunta o que é o homem, qual a diferença entre realidade e ilusão; deixa-nos com todas essas indagações, contudo saímos do teatro com algum conforto, seja inebriados com a certeza de que podemos ser tudo aquilo que nossos sonhos nos permitirem, ou mesmo aliviados pelo fato de nem Shakespeare saber respondê-las.&lt;br /&gt;Seja como for, a experiência de assistir a Shakespeare com cenário moderno e personagens imaginários choca, num primeiro momento, que pode ter-me levado a criticar a escolha do diretor, que, no entanto, revelou-se acertada depois de uma noite no mundo etéreo, mesmo que tenhamos a impressão que os atores se perdem durante a transição "ao vivo" entre personagens... realidade ou ilusão, perdem-se realmente ou não?&lt;br /&gt;Será que o fato de sermos da mesma substância que os sonhos nos torna etéreos? Acredito que sim ao passo que somos potencialidade, e temos planos de vir a ser. Como lidamos com essas potencialidades e planos cabe a cada um de nós, a nossa ética e afetos. Temos a desculpa de ser medíocres em diversos aspectos de nossa vida, mas é imperdoável que sejamos medíocres para conosco, que nos permitamos sonhar e desejar coisas pequenas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um provérbio chinês (que deve ser milenar, pois tudo que vem de lá é milenar...) diz que o medíocre discute pessoas, o comum discute fatos, e o sábio discute idéias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossos sonhos devem transcender nossa própria existência, medíocre por natureza, pois limitada, e nos alçar aos patamares mais elevados. A diferença entre sonho e ilusão é mera definição dicionarística. A tempestade nos força a deixar o sono e acordar para a realidade, que, talvez por não ser tão bonita quanto gostaríamos, é denegada. O senhor da vida somos nós mesmos... ou você está aí sentado esperando que o Diretor venha lhe dizer o que fazer? Acorde!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-1199949646904978543?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/1199949646904978543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=1199949646904978543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1199949646904978543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1199949646904978543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/11/we-are-such-stuff-as-dreams-are-made-on.html' title='We are such stuff as dreams are made on.'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-962867122003098917</id><published>2008-10-21T00:55:00.002-02:00</published><updated>2008-10-21T01:27:55.109-02:00</updated><title type='text'>Império dos sonhos</title><content type='html'>Assisti ao Império dos Sonhos (Inland Empire) do Lynch: basicamente uma releitura do Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr.), mas muito menos inteligível. Novamente ele fala do filme dentro do filme, dos sonhos que povoam nossas vidas e de como vivemos imersos no universo caótico de nossos pensamentos. Diversas são as vozes que, por vezes, acabam nos enlouquecendo. Como no filme, o diálogo com o psiquiatra silencioso tem serventia. Em vista disso, não escrevo faz um bom tempo, desde que comecei a recorrer ao diálogo interno para entender como sonhos e fantasias marcam presença no mundo real.&lt;br /&gt;Papo de louco, diriam. E de certo modo é...&lt;br /&gt;- Então, Dra., o que me diz do meu sonho?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Do sonho, que eu acabei de contar...&lt;br /&gt;- Mas foi um sonho? Você não assistiu mesmo ao filme?&lt;br /&gt;- Sim, assisti.&lt;br /&gt;- Então por que está me perguntando de sonho? Não entendi...&lt;br /&gt;- Como assim, não entendeu? Acabei de te contar meu sonho.&lt;br /&gt;- Mas você não disse que era real?&lt;br /&gt;- E sonhos não são reais? Você mesmo diz que Freud...&lt;br /&gt;- Peraí, como assim Freud? Você está confundindo tudo, eu não disse nada... nem ele!&lt;br /&gt;- Olha, Dra., eu te pago uma fortuna por sessão pra ouvir que não tem nada a ver Freud com meu sonho, com o Lynch, nem com a ponte estaiada?&lt;br /&gt;- Mas eu não falei nada!&lt;br /&gt;- Exatamente, como assim você não fala nada? Tá muda? O que você tanto fica rabiscando enquanto eu to falando?&lt;br /&gt;- Nada não.&lt;br /&gt;- Mas, voltando ao Lynch, acho doida a cena do diálogo com o psiquiatra silencioso.&lt;br /&gt;- E como você se sente em relação a essa cena?&lt;br /&gt;- Adivinha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-962867122003098917?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/962867122003098917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=962867122003098917&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/962867122003098917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/962867122003098917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/10/imprio-dos-sonhos.html' title='Império dos sonhos'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-1572917079284210903</id><published>2008-07-23T23:53:00.002-03:00</published><updated>2008-07-24T00:23:54.572-03:00</updated><title type='text'>A insustentável leveza de ser Atlas</title><content type='html'>A mitologia grega nos informa que Atlas foi um  titã incumbido de sustentar o mundo.  A lenda diz que Hércules tinha de apanhar algumas maçãs de ouro no jardim das Hespérides, mas sabia que Atlas era o único capaz de fazê-lo, então propôs a ele que fizesse o trabalho enquanto sustentava o firmamento. Atlas retorna e, tentando enganar Hércules, diz que ele mesmo iria entregar as maçãs. Hércules era bem espertinho e, para não cair nessa, diz que precisava de sua ajuda para ajeitar o céu em suas costas. Atlas sustenta os céus por um instante, mas Hércules vai embora com as maçãs, deixando-o no eterno suplício. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://atlasschool.com/db3/00272/atlasschool.com/_uimages/atlas7201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://atlasschool.com/db3/00272/atlasschool.com/_uimages/atlas7201.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pensando em termos atuais, não estamos tão longe de ser Atlas em nosso cotidiano... carregamos o mundo nas costas, metaforicamente, quando não temos mais tempo para as coisas prazerosas da vida, como dormir, comer uma refeição em paz, contemplar o céu, as árvores, sentir o solzinho batendo no rosto num dia frio, ou mesmo quando temos a impressão de que nossos dias estão cada vez mais curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a dicotomia &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;leveza&lt;/span&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;peso&lt;/span&gt; é que Kundera monta sua narrativa em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A insustentável leveza do ser&lt;/span&gt;. O autor toma uma perspectiva existencialista, em que a leveza é entendida como a vida descomprometida, e o peso como o comprometimento. Acredito que a leveza, a frivolidade, a superficialidade com a qual nos relacionamos com o mundo e com as pessoas destitui nossas vidas de sentido. O contrário é verdadeiiro também: nosso comprometimento com o mundo e com os afetos nos dá os motivos para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por que temos tanto medo de viver? Se o peso do mundo já está em nossas costas, por que não dividi-lo com mais alguém, com amigos, amores, sentidos de vida... Atlas sofre, mas tem sentido pelo qual sofrer; o peso de sua existência é o peso que seus ombros podem aguentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-1572917079284210903?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/1572917079284210903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=1572917079284210903&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1572917079284210903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1572917079284210903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/07/insustentvel-leveza-de-ser-atlas.html' title='A insustentável leveza de ser Atlas'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-6486046006969658727</id><published>2008-07-05T02:19:00.008-03:00</published><updated>2008-07-27T17:23:15.857-03:00</updated><title type='text'>Tempus edax rerum...</title><content type='html'>Ovídio, nas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metamorfoses&lt;/span&gt;, disse que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; tempus edax rerum est&lt;/span&gt;. O tempo é o devorador das coisas. Mas o que dizer de uma fotografia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas visitei o Museu da Língua Portuguesa e assisti novamente ao show no terceiro andar. Para quem ainda não conhece, trata-se de uma apresentação de poemas musicados com a projeção de imagens nas paredes e teto da instalação. Um poema que sempre me chama a atenção é um diálogo de Emília com o Visconde, cujo final, em especial, me fascina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;"...a vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. / A gente nasce, isto é, começa a piscar. / Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. / Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. / É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. / A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. / Um rosário de piscadas. / Cada pisco é um dia. / pisca e mama; / pisca e anda; / pisca e brinca; / pisca e estuda; / pisca e ama; / pisca e cria filhos; / pisca e geme os reumatismos; / por fim, pisca pela última vez e morre. /&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 102, 51);"&gt; – E depois que morre – perguntou o Visconde. / – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 102, 51);"&gt;(Monteiro Lobato em Memórias de Emília de 1936)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-GlzflI/AAAAAAAAACI/yslQ_KRtu9Q/s1600-h/IMG_0734.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-GlzflI/AAAAAAAAACI/yslQ_KRtu9Q/s320/IMG_0734.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219411351276060242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-SWylLI/AAAAAAAAACQ/sMcZOQTLGy0/s1600-h/IMG_0823.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-SWylLI/AAAAAAAAACQ/sMcZOQTLGy0/s320/IMG_0823.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219411354434311346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-hz1A1I/AAAAAAAAACY/_5mV1RVfRK4/s1600-h/IMG_0909.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-hz1A1I/AAAAAAAAACY/_5mV1RVfRK4/s320/IMG_0909.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219411358582637394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S_BoMysI/AAAAAAAAACg/VBuyWP8G-aY/s1600-h/IMG_0964.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S_BoMysI/AAAAAAAAACg/VBuyWP8G-aY/s320/IMG_0964.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219411367123798722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-6486046006969658727?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/6486046006969658727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=6486046006969658727&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6486046006969658727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6486046006969658727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/07/tempus-edax-rerum.html' title='Tempus edax rerum...'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SG8S-GlzflI/AAAAAAAAACI/yslQ_KRtu9Q/s72-c/IMG_0734.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-8939126730973225407</id><published>2008-06-30T22:55:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T23:02:00.279-03:00</updated><title type='text'>Qual o valor de um sorriso?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SGmP1dySi4I/AAAAAAAAACA/Y7fIwQek71w/s1600-h/foto4_azul_red2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SGmP1dySi4I/AAAAAAAAACA/Y7fIwQek71w/s320/foto4_azul_red2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217859791976827778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-8939126730973225407?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/8939126730973225407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=8939126730973225407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8939126730973225407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8939126730973225407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/06/qual-o-valor-de-um-sorriso.html' title='Qual o valor de um sorriso?'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SGmP1dySi4I/AAAAAAAAACA/Y7fIwQek71w/s72-c/foto4_azul_red2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-2781485993223334435</id><published>2008-06-20T00:22:00.007-03:00</published><updated>2008-07-27T17:24:20.115-03:00</updated><title type='text'>Às aves que migram...</title><content type='html'>Quando criança, me indagava acerca das coisas do mundo, perguntas ingênuas, mas que mostravam a avidez por conhecer, saber, entender. Perguntas provavelmente comuns a todas as crianças: "será que na minha vida toda ganharei/gastarei R$ 1 milhão?", "por que o céu é azul?", "pra que estudar português?", etc. À época, pensava que os adultos, sim, é que eram felizes, imaginava que eles nunca se indagavam sobre essas coisas, ou coisa qualquer, pois deviam tudo saber.&lt;br /&gt;Curiosamente, eu tinha fixação pela idade de 25 anos. Não sei explicar (eis uma pergunta que nunca me fiz, tampouco!). Imaginava essa ser a idade perfeita, para alguma coisa que não sabia. Poderia dizer aqui que algo fantástico aconteceu, alguma epifania, uma revelação depois de março de 2007, quando fiz 25 anos - sinto desapontá-los -, mas nada disso aconteceu... Acredito que somos uma pessoa diferente a cada dia, mas no fundo ainda sou aquela criança perguntadora, lá de fins da década de 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasculhando meus arquivos no computador, encontrei um poema do Bryant (cujo poema &lt;a href="http://www.vcu.edu/engweb/webtexts/Bryant/thanatopsis.html"&gt;Thanatopsis&lt;/a&gt;, escrito aos 17 anos, é considerado uma obra-prima da literatura estadunidense), do qual gosto muito, e que tive o prazer de traduzir anos atrás e reproduzo abaixo (o original, em inglês, pode ser visto &lt;a href="http://www.vcu.edu/engweb/webtexts/Bryant/waterfowl.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Àquela que migra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;de William Cullen Bryant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde, em meio ao orvalho,&lt;br /&gt;Enquanto reluzem os céus com os últimos raios de dia,&lt;br /&gt;Longe, através da tonalidade rósea, tu segues&lt;br /&gt;Teu caminho solitário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão os olhos do caçador&lt;br /&gt;Poderiam mirar teu vôo distante para fazer-te mal,&lt;br /&gt;Enquanto, sombriamente vista contra o enrubescido céu,&lt;br /&gt;Tua figura parece vagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurastes a margem pantanosa&lt;br /&gt;Do delgado lago, ou a do amplo rio,&lt;br /&gt;Ou onde as ondas agitadas sobem e descem&lt;br /&gt;Na puída orla do mar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma Força cujo esmero&lt;br /&gt;Ensina teu caminho ao longo da costa sem trilhas –&lt;br /&gt;O deserto e infinito ar –&lt;br /&gt;Solitário errante, mas não perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia todo tuas asas bateram,&lt;br /&gt;Nas alturas, na fria e tênue atmosfera,&lt;br /&gt;Mesmo não pousando, exausta, na terra que a receberá&lt;br /&gt;Embora a noite escura esteja perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo a labuta terminará;&lt;br /&gt;Logo tu encontrarás um pouso estival, e repousará,&lt;br /&gt;E soltará a voz entre tua parelha; o junco deverá curvar-se,&lt;br /&gt;Logo, sobre teu ninho protegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu terás ido, o abismo impenetrável&lt;br /&gt;Terá absorvido tua forma; ainda assim, em meu coração,&lt;br /&gt;Profundamente terá sido fincada tua lição,&lt;br /&gt;Que não deve tão cedo partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele que, de lugar a lugar,&lt;br /&gt;Guia através do ilimitado céu teu vôo certeiro,&lt;br /&gt;Pelo longo caminho que devo trilhar sozinho,&lt;br /&gt;Há de guiar meus passos sem erro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bryant fala basicamente da vida e de como percorremos os caminhos que nos levam, inexoravelmente, a um fim. Não um fim qualquer, mas um fim que nos permite transcender, pois nossa lição fica. E como alcançar esse objetivo final (que também acaba sendo o projeto existencialista), sempre haverá obstáculos (um caçador) à frente... Nessa linha, pego-me constantemente pensando em duas forças: a moral e a ética. São duas coisas diferentes: a moral lida com a igualdade das minhas relações em relação às outras pessoas (não fazer a outrem aquilo que não quer que façam a você). Já a ética diz que eu devo ser responsável comigo mesmo, além de fiel aos meus desejos. Para mim, são duas forças conflitantes, uma impulsionando em direção à realização dos meus desejos e outra os refreando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil ser criança, nem adulto. Talvez a grande transformação dos 25 anos seja exatamente essa: estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nel mezzo del camin di nostra vita&lt;/span&gt; (no meio do caminho de nossa vida), como Dante colocou, seguido por Olavo Bilac:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:85%;" &gt;(...) Tinhas a alma de sonhos povoada,&lt;br /&gt;E alma de sonhos povoada eu tinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E paramos de súbito na estrada&lt;br /&gt;Da vida: longos anos, presa à minha&lt;br /&gt;A tua mão, a vista deslumbrada&lt;br /&gt;Tive da luz que teu olhar continha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, solitário, volto a face, e tremo,&lt;br /&gt;Vendo o teu vulto que desaparece&lt;br /&gt;Na extrema curva do caminho extremo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação é bem essa retratada pelo poema do Bilac; parece que os 25 anos marcaram o estar no meio do caminho entre o ontem e o amanhã, sem ser o hoje...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-2781485993223334435?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/2781485993223334435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=2781485993223334435&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2781485993223334435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2781485993223334435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/06/s-aves-que-migram.html' title='Às aves que migram...'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-1251045429588370978</id><published>2008-06-10T01:38:00.003-03:00</published><updated>2008-06-15T15:10:10.236-03:00</updated><title type='text'>Quem sou?</title><content type='html'>O texto da Dulce (&lt;a href="http://dulcenatocadocoelho.blogspot.com/2008/06/condutas-de-risco.html"&gt;Condutas de risco&lt;/a&gt;) me fez pensar um pouco sobre a questão dos simulacros e das simulações, como apresentada por Jean Baudrillard. Os simulacros visam enganar, fazer com que o falso se passe por verdadeiro. As simulações, contudo, não têm o intuito de ser representações falsas nem verdadeiras, mas apenas reproduzir o real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Focando não necessariamente no texto dela, mas da idéia que pode ser extraída dele, talvez seja possível entender a atuação de Clayton como um jogo de simulações e de simulacros. Sua atuação profissional usa dos simulacros para atingir um fim: ganhar casos judiciais, ludibriar, etc. Quanto aos simulacros, sabemos ser possível tomar o falso pelo verdadeiro e vice-versa; no entanto, a simulação, por não pretender-se nem verdadeira nem falsa, nos deixa num estado constante de incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dessa idéia, podemos ver a pergunta "então, quem é você?" como a incerteza sobre a própria existência do protagonista. Afinal, ele é um indivíduo com seus princípios, certezas, medos, paixões, etc., ou uma simulação de alguém que acredita ser? Somos, nós, simulações das pessoas que imaginamos ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente do filme, nossas vidas (agora insistindo numa definição existencialista) não são predeterminadas, nem sabemos de antemão quem somos, a existência precede a essência. Somos frutos de nossas experiências, ou condutas, se preferir. Acredito que, em certa medida, todos seguimos mais ou menos os passos da jornada do herói, sempre nos aproximamos da caverna oculta, mas nunca chegamos a adentrá-la... talvez nossa jornada seja, na verdade, a combinação de pequenas viagens, que no fim podem ser postas todas num livro, para que algum dia alguém possa indagar: "então, quem é você?". Não estaremos mais aqui para responder, mas só então teremos a resposta. Um contra-senso, aparentemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-1251045429588370978?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/1251045429588370978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=1251045429588370978&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1251045429588370978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/1251045429588370978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/06/o-texto-da-dulce-condutas-de-risco-me.html' title='Quem sou?'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-4501629143209182280</id><published>2008-06-08T16:51:00.011-03:00</published><updated>2010-12-06T01:06:47.464-02:00</updated><title type='text'>E vale a pena?</title><content type='html'>Portuguese Sea - by Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh salt-laden sea, how much of your salt&lt;br /&gt;are tears of Portugal!&lt;br /&gt;So that we crossed you, how many mothers wept,&lt;br /&gt;how many children vainly prayed!&lt;br /&gt;How many brides still to marry&lt;br /&gt;so that you would be ours, oh sea!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was it worth it? Everything is worth it&lt;br /&gt;when the soul is not skimpy.&lt;br /&gt;Who wants to go beyond the Bojador&lt;br /&gt;must surpass the pain.&lt;br /&gt;God the sea perils and the abyss gave,&lt;br /&gt;but in it He reflected the Heavens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tradução minha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mar português&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  style="color: rgb(153, 102, 51);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ó mar salgado, quanto do teu sal&lt;br /&gt;São lágrimas de Portugal!&lt;br /&gt;Por te cruzarmos, quantas mães choraram,&lt;br /&gt;Quantos filhos em vão rezaram!&lt;br /&gt;Quantas noivas ficaram por casar&lt;br /&gt;Para que fosses nosso, ó mar!   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(51, 51, 255);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:100%;" &gt;Valeu a pena? Tudo vale a pena&lt;br /&gt;Se a alma não é pequena.&lt;br /&gt;Quem quer passar além do Bojador&lt;br /&gt;Tem que passar além da dor.&lt;br /&gt;Deus ao mar o perigo e o abismo deu,&lt;br /&gt;Mas nele é que espelhou o céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-4501629143209182280?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/4501629143209182280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=4501629143209182280&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4501629143209182280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4501629143209182280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/06/e-vale-pena.html' title='E vale a pena?'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-9010648834842366064</id><published>2008-06-04T02:35:00.003-03:00</published><updated>2008-06-08T18:26:29.774-03:00</updated><title type='text'>Quanto vale uma imagem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SEYtxZstIeI/AAAAAAAAABo/TtYe4Bj-4BI/s1600-h/IMG_1054.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SEYtxZstIeI/AAAAAAAAABo/TtYe4Bj-4BI/s320/IMG_1054.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207900345835790818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Foto minha, jan/2008 - Paranapiacaba, SP)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-9010648834842366064?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/9010648834842366064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=9010648834842366064&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/9010648834842366064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/9010648834842366064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/06/quanto-vale-uma-imagem.html' title='Quanto vale uma imagem?'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SEYtxZstIeI/AAAAAAAAABo/TtYe4Bj-4BI/s72-c/IMG_1054.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-2837165312771325579</id><published>2008-05-28T20:01:00.005-03:00</published><updated>2008-05-28T22:56:04.392-03:00</updated><title type='text'>My Blueberry Nights - Beijo Roubado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lashorasperdidas.com/wp-content/uploads/2007/10/my-blueberry-nights-jude-law-y-norah-jones.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 228px; height: 152px;" src="http://www.lashorasperdidas.com/wp-content/uploads/2007/10/my-blueberry-nights-jude-law-y-norah-jones.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme. Acho que o que agrada nele é a fácil identificação com situações que já vivemos, principalmente a questão dos relacionamentos findos, e o medo de assumir novos, ou então investir na imagem da pessoa amada perdida, e sofrer, acreditando que isso nos torna mais nobres, de algum modo.&lt;br /&gt;Certo está Jeremy (Jude Law) - podemos dizer -, que guarda a sete chaves as histórias e angústias, que é capaz de deixar seu grande amor ir e permanecer no mesmo lugar, esperando... até o momento em que decide roubar um beijo, que sequer é sabido pela beijada - qual o sentido disso?&lt;br /&gt;Acho que se eu me atrever um pouco, posso extrapolar a idéia e dizer que é um filme dentro de um filme. As fitas que Jeremy grava, e depois assiste como se fossem ficção, para mim, indicam  a postura que ele toma, e que todos no filme, de certo modo, tomam. Ninguém participa de nada, a vida acontece, e só.&lt;br /&gt;Elizabeth (Norah Jones) assiste seu ex-amado com outra, pela janela do quarto, e assiste, sem se envolver, as pessoas ao seu redor; Jeremy assiste as fitas,  e assiste todos que passam por sua vida - não tem coragem de ir atrás do amor, fica estagnado, esperando - chega a ser irritante!&lt;br /&gt;Arnie (o policial alcoólatra) bebe a vida em uma garrafa - idiota! -, enquanto sua ex-mulher assiste, de camarote e com decote provocativo, sua morte, lentamente. Leslie (Natalie Portman), com sua arrogância loira, vê a vida de seu pai se esvair, e tem raiva, descabida, mimada.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/192/502096481_e9ab1d064d_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 144px;" src="http://farm1.static.flickr.com/192/502096481_e9ab1d064d_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme todo parece um sonho, talvez daí o título, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My Blueberry Nights&lt;/span&gt;: a noite azul, a noite  melancólica, do narcisismo que nos paralisa. Eu, que não tinha gostado/entendido o porquê das cenas lentas despropositadas, agora talvez entenda: não é tudo um sonho? ou um pesadelo? a vida... nem vou comentar sobre ninguém pedir torta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blueberry&lt;/span&gt;, senão vou ficar bravo :OP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-2837165312771325579?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/2837165312771325579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=2837165312771325579&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2837165312771325579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/2837165312771325579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/my-blueberry-nights-beijo-roubado.html' title='My Blueberry Nights - Beijo Roubado'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-8864311593774352999</id><published>2008-05-24T01:20:00.002-03:00</published><updated>2008-05-24T01:36:42.745-03:00</updated><title type='text'>Mentiras que a gente compra</title><content type='html'>Calma, não se trata de nenhuma verdade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à la&lt;/span&gt; Michael Moore. Mas bem que poderia. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;site&lt;/span&gt; alemão Pundo (confira as outras fotos no &lt;a href="http://www.pundo3000.com/werbunggegenrealitaet3000.htm"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;site&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) traz uma série de fotos de produtos, como os que diariamente compramos aqui no Brasil, cuja embalagem promete o manjar dos deuses, mas na hora C (sim, não errei não, é hora C mesmo, de Comer!) nos deparamos com algo medonho. Fica a lição para aqueles que acham que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Photoshop &lt;/span&gt;é usado somente em revista de mulher nua e afins (lembram-se do caso do umbigo apagado da barriga da modelo? Confira &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/ooops/ult340u1079.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.pundo3000.com/bildergross/projekt1_alacarte-hacksteak.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.pundo3000.com/bildergross/projekt1_alacarte-hacksteak.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.pundo3000.com/bildergross/projekt1_kinder-brioss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.pundo3000.com/bildergross/projekt1_kinder-brioss.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-8864311593774352999?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/8864311593774352999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=8864311593774352999&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8864311593774352999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8864311593774352999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/mentiras-que-gente-compra.html' title='Mentiras que a gente compra'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-241450545719640455</id><published>2008-05-18T01:44:00.010-03:00</published><updated>2008-05-21T01:35:15.289-03:00</updated><title type='text'>O que O Estrangeiro tem a ver com Arquitetura?</title><content type='html'>Finalmente, após meses, consegui terminar a leitura d'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estrangeiro&lt;/span&gt;, do Camus. Esperava mais do livro. Não que seja ruim, pelo contrário, a idéia toda é ótima, mas a narrativa, seca demais, acaba minando aquela vontade de virar a página, para ver o que acontece em seguida.&lt;br /&gt;O livro fala, em linhas gerais, do estranhamento, de sentir-se um estrangeiro no mundo, ... enfim, não encontrei inspiração para continuar este texto, então, vou falar de outro livro, muito interessante, que li no fim do ano passado: A Arquitetura da Felicidade, do filósofo suíço Alain de Botton.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bigfoto.com/sites/galery/architecture/architecture_08_zug.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 268px; height: 175px;" src="http://www.bigfoto.com/sites/galery/architecture/architecture_08_zug.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nele, Botton discorre sobre a influência da arquitetura em nossas vidas, bem como a noção do que é um edifício bonito. Afirma que a beleza das construções e dos objetos ao nosso redor possui a incrível habilidade de influenciar se somos felizes ou infelizes, e que a noção de beleza depende do que nos falta ou daquilo a que almejamos.&lt;br /&gt;Faz sentido. Para ele, a periferia de Paris é um exemplo de arquitetura impedindo que os moradores desenvolvam suas faculdade plenamente: o projeto estéril, com linhas retas e modernas, não permitiria a criação de vínculos que recuperem o sentimento de afetividade proporcionado pela cidade natal dos moradores, subjugando-os, então, ao ambiente menos orgânico e artificial.&lt;br /&gt;Analisando as construções pelo mundo, o autor percebe uma relação aparente entre como a população de um dado país se percebe/deseja ser percebido ou o que almejar ser e o estilo arquitetônico adotado.&lt;br /&gt;Pessoalmente eu gosto de prédios com características orgânicas, com movimento, e ao mesmo tempo me encanto pelos que exibem linhas retas e exatas, concreto aparente com vidro. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.archimagazine.com/awood1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 247px; height: 185px;" src="http://www.archimagazine.com/awood1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olhando pelo prisma de Botton, talvez isso indique eu eu busco ordem e ao mesmo tempo uma saída de emergência dessa ordem em alguns momentos. A arquitetura contemporânea parece ilustrar bem o que me atrai, como a construção finlandesa acima: simples e sofisticada.&lt;br /&gt;Olhando para São Paulo, notamos a falta de construções que podem ser objeto de contemplação. Vemos somente um monte de concreto em cima de concreto, mas nada digno de ser olhado com olhos de descoberta. Nos sentimos deslocados, estranhos, sem rumo e sem um lar. Apenas moramos aqui, não temos um lar, porque nos foi negado o vínculo. Bem, talvez eu tenha encontrado o que O Estrangeiro tem a ver com a Arquitetura..., do Botton, somos estrangeiros sem lar em São Paulo. É o que parece... é o que fica...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-241450545719640455?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/241450545719640455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=241450545719640455&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/241450545719640455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/241450545719640455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/o-que-o-estrangeiro-tem-ver-com.html' title='O que O Estrangeiro tem a ver com Arquitetura?'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-4522303047800197850</id><published>2008-05-15T10:04:00.003-03:00</published><updated>2008-05-15T10:45:33.003-03:00</updated><title type='text'>Distribuição de renda</title><content type='html'>&lt;!--/DATA--&gt;&lt;!--HORA--&gt;Deu na Folha da S. Paulo (on-line) de 15/5: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;no Brasil os 10% mais ricos da população concentram 75% da riqueza&lt;/span&gt;. Não é de se espantar, afinal, seguimos nossa trajetória histórica de desigualdade na distribuição de renda. O estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no qual a reportagem da Folha de baseia, ainda indica que a cidade de São Paulo desponta como a mais desigual, seguida de Salvador e Rio de Janeiro. Há quem diga que parte da culpa se deve à injustiça tributária, em que os ricos pagam pouco imposto quando comparados aos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/aa/Gini_Coefficient_World_Human_Development_Report_2007-2008.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/aa/Gini_Coefficient_World_Human_Development_Report_2007-2008.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gini_coefficient"&gt;coeficiente de Gini&lt;/a&gt;, que mede a desigualdade na distribuição de renda/riqueza, aponta o Brasil como um dos mais desiguais historicamente, na frente de países como Suazilândia, Zimbábue, Moçambique, Ruanda (vale lembrar que o coeficiente não leva em conta o tamanho do país) - os países escandinavos e o Japão figuram entre os com melhor distribuição (lembre-se do tamanho desses países).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa mostra o coeficiente Gini no mundo (o amarelo representa países com distribuição mais igualitária, e o rosa os mais&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/d/d4/Gini_since_WWII.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/d/d4/Gini_since_WWII.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; desiguais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gráfico apresenta a distribuição histórica de renda de alguns países selecionados (os dados foram coletados de informações publicadas pelo Banco Mundial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, o Brasil está entre os melhores no Índice de Desenvolvimento Humano (ocupa a 70ª posição, o que não é ruim, mas Cuba está na 51ª!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No país em que lojas de luxo são vizinhas de favelas e pontes monumentais tentam maquiar o fedor do rio, a gente pode esperar de tudo. Até mesmo fonte pra cachorro beber água em shopping center, enquanto crianças morrem de fome nos faróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: mapa - United Nations Human Development Report 2007-2008 - &lt;a href="http://hdr.undp.org/en/" class="external free" title="http://hdr.undp.org/en/" rel="nofollow"&gt;http://hdr.undp.org/en/]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-4522303047800197850?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/4522303047800197850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=4522303047800197850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4522303047800197850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/4522303047800197850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/distribuio-de-renda.html' title='Distribuição de renda'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-6750770486845587339</id><published>2008-05-13T03:24:00.004-03:00</published><updated>2008-05-13T21:11:23.545-03:00</updated><title type='text'>A prosopopéia do mercado</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi-se o tempo em que somente na Literatura havia seres inanimados ou animais agindo como pessoas, expressando sentimentos humanos e fazendo coisas de gente. Se outrora eram os dias que podiam estar tristes, a rosa que acordava despenteada, a raposa que dava lição sobre o valor da amizade - exemplos abundam -, nas últimas décadas são os Estados Unidos que dizem preferir resolver a questão com o Irã diplomaticamente, o navegador da internet que adora travar, a Bovespa que está confiante, ou o mercado que exige que as modelos sejam magras. Este último, em especial, parece ter se tornando um ser vivo, pensante, que tem a primazia das nossas vidas. É curioso que uma "coisa" criada por nós mesmos acabe ditando nosso comportamento. Nada mais perverso, acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouvimos diariamente que o mercado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;exige &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;profissionais altamente qualificados, que o mercado é implacável, que as modelos que o mercado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;quer &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;devem ser magras... Ora, partindo da noção de que o mercado não existe como um ser autônomo, pensante, que respira, come, etc., como é que ele pode exigir coisa alguma? O perverso da história toda é que somos nós os criadores dessa personagem, atrás da qual se escondem os caracteres desviantes e que a utilizam para manipular. O mais inquietante, contudo, é que parece termos nos esquecido de que "mercado" nunca foi nem nunca será um ser vivo. Fomos, então, acometidos por uma psicopatia e não conseguimos mais enxergar a realidade? Talvez postos novamente na caverna e realmente acreditamos naquilo que nos contam? Que criamos doenças que antes não existiam - fobias, depressão, transtornos alimentares, hiperatividade, TOCs, estresse -, não é novidade, mas se nunca pensamos em enquadrar essa histeria coletiva chamada "mercado" nas "doenças modernas", devíamos agora! As qualidades do Sr. Mercado se enquadram bem na definição de psicopata: ele é perverso e, apesar de se manter a par da realidade, é desprovido de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Superego"&gt;superego&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; - comete atos criminosos sem sentir culpa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em última análise, acredito que criamos um mercado que toma as decisões por nós, pela mesma razão que criamos um Deus-todo-poderoso que determina nossa sorte: não queremos ser responsáveis pelos nossos atos. Logo, nada mais cômodo que criar um velhinho-que-sempre-existiu, ou um "ser-mercado", para justificar nossas frustrações, nossas felicidades, nossa (des)motivação... Nossa necessidade de regras é patente, haja vista os diversos códigos - jurídicos, de conduta, de etiqueta, de "bem falar", de "bem vestir", etc. -, que criamos para frear nossos impulsos de destruição. Sartre escreveu que "quando muitos homens estão juntos, é preciso separá-los pelos ritos, senão matam-se uns aos outros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia,Times New Roman,Times,serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;", ou seja, somos ao mesmo tempo seres gregários e nos detestamos, e "um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é igualmente infinita em todos". Vai entender...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-6750770486845587339?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/6750770486845587339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=6750770486845587339&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6750770486845587339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/6750770486845587339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/prosopopia-do-mercado.html' title='A prosopopéia do mercado'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7168299534755221055.post-8973997113505483132</id><published>2008-05-11T02:26:00.006-03:00</published><updated>2008-05-11T03:06:41.126-03:00</updated><title type='text'>O que acreditamos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SCaHF1ySM_I/AAAAAAAAABg/xbs2pDFZ9l4/s1600-h/dog_cartoon_smaller.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SCaHF1ySM_I/AAAAAAAAABg/xbs2pDFZ9l4/s320/dog_cartoon_smaller.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198991354252899314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Navegando na Internet, encontrei este quadrinho interessante sobre o processo de criação de significado. Acredito que nossa interação com o mundo, em boa parte, se dê por meio da linguagem, mais especificamente pela função nomeadora com a qual nos equipa. Nomeando damos vida às "coisas" que, de outro modo, permaneceriam no limbo dos nossos pensamentos.&lt;br /&gt;Dulce, uma grande amiga e escritora-em-formação  - exímia tradutora, vale ressaltar -, vive às voltas com problemas tradutórios (cf. &lt;a href="http://dulcenatocadocoelho.blogspot.com/2008/05/o-inferno-de-dulce.html"&gt;O Inferno de Dulce&lt;/a&gt;), além de já ter expressado a dificuldade de se botar no papel o pensamento mais simples, às vezes.&lt;br /&gt;Como mostrado no quadrinho, o enunciador 1 tem uma imagem completa do cachorro, e o enunciador 2 precisa que este lhe dê mais dados para compreendê-la. No entanto, o que se desenvolve é que o enunciador 1, apesar de ter sempre o mesmo cão em mente, atribui valores diversos cada vez que vai falar dele. A imagem mental que o enunciador 2 tem, por sua vez, muda a cada nova informação, e ele, no final do diálogo, chega à imagem de um cão diferente, restando ao enunciador 1 indagar-se por que é que ninguém o entende.&lt;br /&gt;Eu poderia ensaiar diversas explicações porque isso acontece, mas quero me ater a um aspecto: talvez seja exatamente essa habilidade de descrever imagens de modo simples e ao mesmo tempo completo que distingue um escritor interessante do mais enfadonho. Então, a facilidade com que o texto nos aprisiona estaria ligada diretamente à fidelidade da imagem que está no limbo das idéias, que o escritor, com a maestria que o ofício lhe proporciona, põe no papel, para deleite do leitor.&lt;br /&gt;É isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem: http://www.webbschool.com/rhood/english2/toolbox_2005_06.htm&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7168299534755221055-8973997113505483132?l=livla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livla.blogspot.com/feeds/8973997113505483132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7168299534755221055&amp;postID=8973997113505483132&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8973997113505483132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7168299534755221055/posts/default/8973997113505483132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livla.blogspot.com/2008/05/o-que-acreditamos.html' title='O que acreditamos'/><author><name>THMBdoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05557602492347799105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_BMJF86jIXl4/SCZ7R1ySM7I/AAAAAAAAAA4/Hl5nCpLTvKM/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BMJF86jIXl4/SCaHF1ySM_I/AAAAAAAAABg/xbs2pDFZ9l4/s72-c/dog_cartoon_smaller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
