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Qual o valor de um sorriso?

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Às aves que migram...

Quando criança, me indagava acerca das coisas do mundo, perguntas ingênuas, mas que mostravam a avidez por conhecer, saber, entender. Perguntas provavelmente comuns a todas as crianças: "será que na minha vida toda ganharei/gastarei R$ 1 milhão?", "por que o céu é azul?", "pra que estudar português?", etc. À época, pensava que os adultos, sim, é que eram felizes, imaginava que eles nunca se indagavam sobre essas coisas, ou coisa qualquer, pois deviam tudo saber. Curiosamente, eu tinha fixação pela idade de 25 anos. Não sei explicar (eis uma pergunta que nunca me fiz, tampouco!). Imaginava essa ser a idade perfeita, para alguma coisa que não sabia. Poderia dizer aqui que algo fantástico aconteceu, alguma epifania, uma revelação depois de março de 2007, quando fiz 25 anos - sinto desapontá-los -, mas nada disso aconteceu... Acredito que somos uma pessoa diferente a cada dia, mas no fundo ainda sou aquela criança perguntadora, lá de fins da década de 80. Vasc...

Quem sou?

O texto da Dulce ( Condutas de risco ) me fez pensar um pouco sobre a questão dos simulacros e das simulações, como apresentada por Jean Baudrillard. Os simulacros visam enganar, fazer com que o falso se passe por verdadeiro. As simulações, contudo, não têm o intuito de ser representações falsas nem verdadeiras, mas apenas reproduzir o real. Focando não necessariamente no texto dela, mas da idéia que pode ser extraída dele, talvez seja possível entender a atuação de Clayton como um jogo de simulações e de simulacros. Sua atuação profissional usa dos simulacros para atingir um fim: ganhar casos judiciais, ludibriar, etc. Quanto aos simulacros, sabemos ser possível tomar o falso pelo verdadeiro e vice-versa; no entanto, a simulação, por não pretender-se nem verdadeira nem falsa, nos deixa num estado constante de incerteza. Partindo dessa idéia, podemos ver a pergunta "então, quem é você?" como a incerteza sobre a própria existência do protagonista. Afinal, ele é um indivíduo co...

E vale a pena?

Portuguese Sea - by Fernando Pessoa Oh salt-laden sea, how much of your salt are tears of Portugal! So that we crossed you, how many mothers wept, how many children vainly prayed! How many brides still to marry so that you would be ours, oh sea! Was it worth it? Everything is worth it when the soul is not skimpy. Who wants to go beyond the Bojador must surpass the pain. God the sea perils and the abyss gave, but in it He reflected the Heavens. (Tradução minha) Mar português Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

Quanto vale uma imagem?

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(Foto minha, jan/2008 - Paranapiacaba, SP)

My Blueberry Nights - Beijo Roubado

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Vi o filme. Acho que o que agrada nele é a fácil identificação com situações que já vivemos, principalmente a questão dos relacionamentos findos, e o medo de assumir novos, ou então investir na imagem da pessoa amada perdida, e sofrer, acreditando que isso nos torna mais nobres, de algum modo. Certo está Jeremy (Jude Law) - podemos dizer -, que guarda a sete chaves as histórias e angústias, que é capaz de deixar seu grande amor ir e permanecer no mesmo lugar, esperando... até o momento em que decide roubar um beijo, que sequer é sabido pela beijada - qual o sentido disso? Acho que se eu me atrever um pouco, posso extrapolar a idéia e dizer que é um filme dentro de um filme. As fitas que Jeremy grava, e depois assiste como se fossem ficção, para mim, indicam a postura que ele toma, e que todos no filme, de certo modo, tomam. Ninguém participa de nada, a vida acontece, e só. Elizabeth (Norah Jones) assiste seu ex-amado com outra, pela janela do quarto, e assiste, sem se envolver, as pes...

Mentiras que a gente compra

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Calma, não se trata de nenhuma verdade à la Michael Moore. Mas bem que poderia. O site alemão Pundo (confira as outras fotos no site ) traz uma série de fotos de produtos, como os que diariamente compramos aqui no Brasil, cuja embalagem promete o manjar dos deuses, mas na hora C (sim, não errei não, é hora C mesmo, de Comer!) nos deparamos com algo medonho. Fica a lição para aqueles que acham que Photoshop é usado somente em revista de mulher nua e afins (lembram-se do caso do umbigo apagado da barriga da modelo? Confira aqui ).